Quadro "O Pesadelo" de Henry Fuseli (1741-1825)

* A Peste Onírica é um delírio subversivo. Postamos aqui nossas réles "produçõezinhas"; nossos momentâneos surtos de divagações em nome do Real do Simbólico e do Imaginário. Estão aqui nossos ensaios para que possamos alçar outros vôos num futuro próximo. Aproveitem os links, os materiais, as imagens, as viagens. Sorvam nossas angústias, nossas dores e masquem nossa pulsão como se fosse um chiclete borrachento com sabor de nada. Pirateiem, copiem, contribuam e comentem para que possamos alimentar nosso narcisismo projetivo. E sorvam de nossa libido, se assim desejarem.


sábado, 20 de julho de 2013

Muito mais que uma teoria da conspiração: O Mundo Segundo a Monsanto.



Faz um par de anos que várias entidades e ações civis vêm denunciando a Multinacional Monsanto. Nada acontece! E continuamos a consumir tantos produtos que estão diretamente ligados a esta empresa, direta ou indiretamente. Não se enganem em pensar que consumimos alimentos saudáveis porque são produzidos aqui e acola com segurança. Vide a soja transgênica, que é produzida de forma massiva em nosso País (Brasil). Vários produtos são fabricados com estas sementes e nós e os animais, que depois também são consumidos, formamos uma grande cadeia, onde tudo está interligado. Vocês já perceberam os índices de câncer, como estão alarmantes?

Enfim, encontrei uma notícia sobre o Vietnã, com informações terríveis sobre crianças malformadas por conta do Agente Laranja. Não vou postar as fotos, pois são muito horríveis, mas deixo alguns fragmentos da matéria pra gente pensar.

"Desde o início da pulverização, há 51 anos, e até hoje, milhões de vietnamitas morreram, ou foram completamente incapacitado por doenças que o governo dos EUA reconhecem que estão relacionados com o agente laranja para fins de concessão de compensações para veteranos do Vietnã nos Estados Unidos. Os vietnamitas, que eram as vítimas pretendidos desta pulverização, experimentaram o mais intenso e terrível impacto na saúde humana e na devastação ambiental. Segunda e terceira gerações de crianças, nascidas de pais expostos durante a guerra e em áreas de pesadas pulverizações, chamadas de pontos quentes, sofrem deformidades indescritíveis que as autoridades médicas atribuem à dioxina no Agente Laranja".

"Os vietnamitas, expostos ao produto sofrem de câncer, danos ao fígado, doenças pulmonares e cardíacas, defeitos de capacidade reprodutiva e da pele e distúrbios do sistema nervoso. Seus filhos e netos têm graves deformidades físicas, deficiências físicas e mentais, doenças e períodos de vida mais curtos. As florestas e selvas, em grande parte do sul do Vietnã, foram devastadas e desnudadas. Seculares habitats foram destruídos e não irão gerar a mesma diversidade de centenas de anos. Os animais, que habitavam as florestas e selvas, estão ameaçados de extinção, prejudicando as comunidades que dependiam deles. Os rios e águas subterrâneas em algumas áreas também foram contaminados. A erosão e a desertificação irão mudar o ambiente, fazendo um deslocamento da cultura e da vida animal".

"Nos últimos 51 anos, o povo vietnamita têm tentado resolver este legado da guerra, tentando obter dos Estados Unidos e das empresas químicas uma responsabilização deste pesadelo que continua em andamento. Mas, uma das grandes opositoras, chama-se Monsanto...”

A Monsanto tem afiliação e proteção com/do pentágono?

O presidente Barack Obama assinou o HR 933 uma disposição chamada a Lei de Proteção Monsanto.

Os ativistas estão furiosos com a assinatura backdoor da Lei de Proteção da Monsanto para uma série de razões. O ato seria proteger a Monsanto de ser processada por perdas e danos à saúde causados pelo uso de suas culturas geneticamente modificadas. Além disso, se danos à saúde foram descobertos com o uso de alimentos geneticamente modificados, o governo dos Estados Unidos não seria capaz de bani-los do consumo.

Ou seja, estamos Ferrados mesmo!

A Monsanto criou o organismo (OGM ou GMO) sementes geneticamente modificadas, a fim de monopolizar a indústria de sementes em todo o mundo e, assim, criar mais receita.

Uma maneira que eles foram capazes de monopolizar a indústria de sementes é através de um acordo com o FMI - Fundo Monetário Internacional. Quando os países estão em dívida, eles podem pedir ao FMI empréstimos para rejuvenescer a economia. Algumas das condições do empréstimo do FMI incluem práticas sustentáveis do país que deve ser implementadas a fim de revitalizar a economia com o desenvolvimento agrícola. No entanto, uma das condições do FMI inclui o acesso preferencial aos mercados por conglomerados agrícolas, como a Monsanto. Países afetados pela Monsanto incluem Índia, México, Libéria e Paraguai. Os agricultores são obrigados a usar as sementes geneticamente modificadas, sem saber, sem saber de nada...

Seguem links:



Protesto Global Occupy Monsanto, 17 de Setembro de 2013: http://occupy-monsanto.com/tag/gmo/



Documentário sobre a Monsanto: http://youtu.be/y6leaqoN6Ys (Quando este documentário surgiu, muitas foram às polêmicas em volta dele, inclusive tem nota de esclarecimento da Monsanto em sua página, onde procura se defender). Porém, a Diretora do filme relatou em entrevistas divulgadas pela produção que tentou em vão obter respostas da Monsanto para todas as interrogações, mas que a companhia decidiu "não avaliar" seu documentário.  

“O Mundo segundo a Monsanto" (2008), é um filme que denuncia a gigante dos transgênicos:



A diretora, a francesa Marie-Monique Robin, baseou seu filme em livro de mesmo título. O documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos, que, em 2007, cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto. A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil, Índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGM com a realidade de camponeses mergulhados pelas dívidas com a multinacional, de moradores das imediações das plantações pessoas que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.

Um capítulo do livro, intitulado "Paraguai, Brasil, Argentina: a República Unida da Soja", relata o ingresso desse cultivo nesses países, que estão hoje entre os maiores produtores do mundo, por meio de uma política de fatos consumados que obrigou as autoridades do Brasil e do Paraguai a legalizar centenas de hectares plantados com grãos contrabandeados.


Marie-Monique Robin é uma famosa jornalista independente, que, em 2004, gravou um documentário sobre a Operação Condor chamado "Esquadrões da Morte: A Escola Francesa"- para o qual entrevistou vários dos maiores repressores das ditaduras militares dos anos 70.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Movimento Estratégico Estado Laico:




Conheça o site do Movimento Estratégico pelo Estado Laico – MEEL, coletivo horizontal de movimentos sociais, organizações da sociedade civil, organizações religiosas e outros atores sociais que reconhecem a laicidade do Estado como um elemento fundamental para assegurar a efetivação dos direitos humanos e o aperfeiçoamento da democracia no Brasil.




Traca um Voltaire que Fica Cult



"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las".
(Zorro)

Esta é uma das frases feitas que mais tenho visto, ultimamente, aqui pelo face. Trabalhada em posts refinados, citada nas madrugadas como livre pensamento e, pior, citada em meio a debates calorosos. Percebi que quando o interlocutor não tem mais argumentos, ele traca o Voltaire e tudo fica cult. Claro que é cult! Mas, me digam uma coisa, falem a verdade, devem ter lido lá no livro do Voltaire, né? Aquele livro.... aquele... lembra? Não vai me dizer que copiou do PENSADOR Uol? Dai é que nem citar o Zorro ou o Mike Mouse.


Ai tá serto! 

Acredito que o Voltaire ficaria feliz de ver sua citação tornar-se tão famosa na contemporaneidade, justamente como artificio das liberdades civis que tanto defendeu, bem como, upa da vida ao ver fundamentalistas religiosos usarem a frase feita para justificar suas práticas alienantes, justamente ele, um pensador que criticou o poder da igreja.

Oh Candidos otimistas vamos Voltaire pros livros e sair um pouco do face e assemelhados da internet... Ou aproveitem a net para baixar os livros e ler.

Convido-vos em nome da arrogância do saber, bairrista, filosófica, subversiva e chinelona a ler Candido ou o Otimismo, depois a gente lê o Tratado Sobre a Tolerância de 1763, ou vcs acharam que o Voltaire nasceu ontem, capaz... ele foi discípulo do Sócrates e ainda fez parte da revolução sexual da década de 60 com o povo paz e amor.

Não perdoem este ser arrogante que se irritou profundamente, nem perdoem Voltaire quando ele falou da natureza manipuladora das religiões organizadas nas Cartas Inglesas ou Cartas Filosóficas. Quem sabe, depois de tudo isso a gente ainda aproveita para ler alguma coisa do Rousseau e bebemos vinho... tlvz... quem sabe por fim, então gostaria mais de beber a água de vossa fonte do que o leite de vossas vacas. E quanto às plantas de vosso jardim, eu temo não encontrar senão a lótus que não é mais que a pastagem dos animais, ou a moli que impede os homens de evoluir.

Lembranças ao Liberalismo e aos supostos defensores da liberdade - Liberdade pra mim! Pra ti Não!

Alguém conhece o Cabaret Voltaire?

(Anakin Skywalker)

"Tão pouco civilizado!"
(Obi-Wan Kenobi após matar Grievous)
 — em França.



sábado, 8 de junho de 2013

Maquiável



Mesmo tendo sido publicado há quase 500 anos, "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel, tem lições para nossa vida que são muito atuais...


"Vale mais ser amado ou temido? O ideal é ser as duas coisas, mas como é difícil reunir as duas coisas, é muito mais seguro - quando uma delas tiver que faltar - ser temido do que amado. Porque, dos homens em geral, se pode dizer o seguinte: que são ingratos, volúveis, fingidos e dissimulados, fugidios ao perigo, ávidos do ganho. E enquanto lhes fazeis bem, são todos vossos e oferecem-vos a família, os bens pessoais, a vida, os descendentes, desde que a necessidade esteja bem longe. Mas quando ela se avizinha, contra vós se revoltam. E aquele príncipe que tiver confiado naquelas promessas, como fundamento do ser poder, encontrando-se desprovido de outras precauções, está perdido. É que as amizades que se adquirem através das riquezas, e não com grandeza e nobreza de carácter, compram-se, mas não se pode contar com elas nos momentos de adversidade. Os homens sentem menos inibição em ofender alguém que se faça amar do que outro que se faça temer, porque a amizade implica um vínculo de obrigações, o qual, devido à maldade dos homens, em qualquer altura se rompe, conforme as conveniências. O temor, por seu turno, implica o medo de uma punição, que nunca mais se extingue. No entanto, o príncipe deve fazer-se temer, de modo que, senão conseguir obter a estima, também não concite o ódio."

(Cap. XVII - Da crueldade e da piedade; se é melhor ser amado que temido, ou antes temido do que amado) (adaptado)

terça-feira, 30 de abril de 2013

A Poesia de Pina Baush

O lugar não tem muita importância neste caso ou até tem se quiser dar um começo, meio e fim, mas nem sabemos como tudo começou, então, parece existir certa confusão proposital. Não vai acarretar nenhuma consequência dizer ao certo como estamos aqui, pelo contrário, seria apenas uma obrigação de recomeçar a dizer de parte nenhuma, de ninguém e de nada para chegar novamente a qualquer caminho. Não faz diferença quem quer que eu seja, onde quer que eu esteja...
Assisti por indicação de uma amiga uma peça, uma dança uma encenação de Pina Baush que me fez ver o interior de meu crânio fixo. Lembrei de coisas feitas por mim sem querer saber de mim. Querer saber de eu antigamente se errava ou não errava, agora estou fixa não sei aonde, não sei se uso a cabeça, as mãos, os pés, as costas. Não tenho medo, tenho medo e por hora tenho medo de minha voz, medo daquilo que minhas palavras vão fazer de mim. E pouco importa se saberei ou não, se me engole ou se me vomita. Eu, de quem nada sei, sei que tenho os olhos abertos devido as lágrimas que deles escorrem sem cessar e não tratarei mais disso, apenas uma pergunta se ela se relaciona ou não, em suma, eu inventei tudo, sem ajuda de ninguém, pois não há ninguém para retardar a hora de falar de mim. Eis a pergunta: Será que nunca poderei calar-me?

... ₢ ...




Os passos de Bausch eram como rotinas banais e filosóficas, reverentes e irreverentes. Ela dizia: “Eu não estou interessada tanto em como as pessoas se movem como ‘no que’ as move”. “O trabalho [...] é sobre relações, infância, medo da morte e quanto nós todos desejamos ser amados”.

"Eu só posso fazer algo muito aberto, eu não estou mostrando uma visão. Há conflitos entre pessoas, mas eles podem ser olhados de cada lado, de ângulos diferentes. Ou: Você pode ver isto assim  ou assim. Depende do modo que você assiste. [...] Você sempre pode assistir de outro modo."

 Os passos de Bausch eram como rotinas banais e filosóficas, reverentes e irreverentes. Ela dizia: “Eu não estou interessada tanto em como as pessoas se movem como ‘no que’ as move”. “O trabalho [...] é sobre relações, infância, medo da morte e quanto nós todos desejamos ser amados”.

"Eu só posso fazer algo muito aberto, eu não estou mostrando uma visão. Há conflitos entre pessoas, mas eles podem ser olhados de cada lado, de ângulos diferentes. Ou: Você pode ver isto assim  ou assim. Depende do modo que você assiste. [...] Você sempre pode assistir de outro modo."

Os atos performáticos jamais eram gratuitos. Estavam sempre examinando e questionando relações de poder. Se a plateia muitas vezes sentia-se desconfortável, é porque era implicada e confrontada como “(...) membro de uma sociedade de consumo”, preconceituosa e egoísta. E é para essa sociedade que Bausch chamava a atenção: “(...) nós temos que olhar novamente e novamente” e refletir sobre isso. Seu teatro remete o espectador a sua própria realidade e exige uma cumplicidade. Algumas vezes, um doloroso envolvimento, ao reconhecer seu próprio ‘eu’ sendo dissecado. “(...) a imagem é um espinho no olho e os corpos escrevem um texto que desafia publicação, que aprisiona o sentido”.

Os atos performáticos jamais eram gratuitos. Estavam sempre examinando e questionando relações de poder. Se a plateia muitas vezes sentia-se desconfortável, é porque era implicada e confrontada como “(...) membro de uma sociedade de consumo”, preconceituosa e egoísta. E é para essa sociedade que Bausch chamava a atenção: “(...) nós temos que olhar novamente e novamente” e refletir sobre isso. Seu teatro remete o espectador a sua própria realidade e exige uma cumplicidade. Algumas vezes, um doloroso envolvimento, ao reconhecer seu próprio ‘eu’ sendo dissecado. “(...) a imagem é um espinho no olho e os corpos escrevem um texto que desafia publicação, que aprisiona o sentido”.



Pina Bausch ( 27 de julho de 1940 — 30 de Junho de 2009)



(Cena e capa do Filme Pina)




sábado, 13 de abril de 2013

Direito no Cárcere:


"O que está preso é o corpo e não a mente. Cidadania sem expressão gera opressão". 
(Carmela Grüne)

Projeto Direito no Cárcere foi criado por Carmela Grune com objetivo de estabelecer, pela gestão compartida com o Estado, plataformas de expressão aos apenados do Presídio Central de Porto Alegre, vislumbrando a música, a poesia e o cinema como instrumentos de educação inclusiva e fomentadores da expressão da cidadania local. Desse modo, o Projeto através da implementação dos subprojetos: Literário; Direitos Humanos; Desmitificando o Direito; Rap Conexão Legal -- Direito de Repente; CinePresídio e Vlog Liberdade incentiva, com pedagogia sensível, a utilização da arte para proporcionar o acesso à justiça.

terça-feira, 2 de abril de 2013

169 filmes brasileiros completos, online no youtube de graça:

O canal do youtube criado por Eduardo Carli de Moraes surpreendeu os navegantes da web nos últimos tempos já que foram disponibilizados 169 filmes brasileiros para assistir online – totalmente gratuitos.

 Filmes bons, raros, clássicos e necessários estão na lista: “O Cheiro do Ralo”, “O Bandido da Luz Vermelha”, “Cidade Baixa”, “Vidas Secas”, “Estamira”, “A Festa da Menina Morta”, “Batismo de Sangue”, entre muitos outros.

Para dar início, pegue a pipoca e sinta o cheiro do ralo.... (esse filme é bárbaro.)


Catraca Livre:

No dia mundial da conscientização sobre o autismo o Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública lança o seu Manifesto

Diante de tentativas recentes de excluir as práticas psicanalíticas de políticas públicas para o atendimento da pessoa com autismo, os profissionais de Saúde Mental associados ao Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública vêm a público para afirmar seus princípios de ação e sua posição ética frente ao atendimento de pessoas com autismo e suas famílias.

Psicanálise Autismo e Saúde Pública:

  1. O Movimento considera que as famílias das pessoas com autismo devem ter o direito de escolher as abordagens de tratamento para seus filhos (em consonância com a portaria nº 1.820 do Ministério da Saúde, de 13 de agosto de 2009).
  2. O Movimento considera fundamental acompanhar e acolher a família, considerando-a como parceira fundamental no tratamento.
  3. O Movimento apoia e recomenda vivamente a pluralidade, a diversidade e o debate, científico e metodológico, das abordagens de tratamento da pessoa com autismo e também dos critérios diagnósticos empregados em suas avaliações.
  4. O Movimento considera fundamental que o tratamento e a educação de pessoas com autismo leve em conta a singularidade do sofrimento da pessoa com autismo e de sua família.
  5. O Movimento considera que o principal objetivo do tratamento da pessoa com autismo é o estabelecimento de seu vínculo com os outros, ponto sobre o qual há consenso entre todas as abordagens de tratamento.
  6. O Movimento sustenta a inclusão de crianças com autismo em escolas regulares sempre que possível (e como opção prioritária), contando com uma rede de apoio interdisciplinar e intersetorial; a estruturação dessa rede implica a construção de um projeto educacional visando à aprendizagem da criança na medida de suas possibilidades, bem como sua integração  às atividades escolares.
Diante da importância de tratar e educar crianças e adultos com autismo de uma perspectiva que leve em conta a singularidade de seu sofrimento e de sua família, o Movimento propõe a adoção, em políticas públicas, das seguintes medidas:
  1. Ampliação do campo da detecção e da intervenção precoces diante de sinais de risco para o desenvolvimento infantil nos equipamentos públicos de saúde, educação e assistência social.
  2. Investimento na formação e capacitação de profissionais e na disseminação de conhecimentos, instrumentos e estratégias clínicas de detecção e intervenção precoce, com ênfase na atenção primária de saúde.
  3. Fortalecimento, nos serviços de saúde e educação, de perspectivas de atendimento que levem em conta a singularidade, ou a subjetividade, da pessoa com autismo, por meio da atenção a suas manifestações próprias.
  4. Fortalecimento, nos serviços de saúde e educação, de perspectivas de atendimento que levem em conta a importância do estabelecimento do vínculo da pessoa com autismo com os outros.
    1. Disseminação dos conhecimentos a respeito da multicausalidade do autismo e ampliação do debate sobre a prevalência do diagnóstico em exames laboratoriais e de seu tratamento medicamentoso, denunciando a criação de falsas epidemias (como a multiplicação do diagnóstico de autismo na atualidade).
    2. Preservação, sem exclusão de nenhuma delas, das quatro dimensões que devem estar igualmente presentes no atendimento da pessoa com autismo: física (orgânica), mental (psíquica), social (relativa à cidadania) e temporal (a perspectiva do desenvolvimento).
    3.  Adoção de  projetos terapêuticos singulares (PTS), bem como o acolhimento e o acompanhamento implicados (formulados pelo Ministério da Saúde em 2005).
    4. http://psicanaliseautismoesaudepublica.wordpress.com/2013/04/02/no-dia-mundial-da-conscientizacao-sobre-o-autismo-o-movimento-psicanalise-autismo-e-saude-publica-lanca-o-seu-manifesto/Apoio à implementação efetiva da Linha de Cuidado para Atenção às Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde.
    5. Sustentação e ampliação de redes intersetoriais e interdisciplinares de tratamento (com a presença dos setores da Saúde, da Educação, da Assistência Social, do Direito e da Justiça) que considerem as diferenças territoriais e locais, bem como a sustentação de projetos particulares e inovadores que vêm surgindo a partir delas.
O objetivo principal deste Movimento é o de tornar mais presente a Psicanálise, dadas as evidências de que suas práticas podem contribuir para a promoção da melhora da qualidade de vida da pessoa com autismo e de seus familiares.
O Movimento considera que a presença da Psicanálise nas instituições públicas de saúde e educação, nas instituições não governamentais, no setor privado, nas universidades, a acolhida da população em geral bem como o apoio dado a ela pelos órgãos de fomento nacionais e internacionais de pesquisa há mais de 70 anos são manifestações de seu reconhecimento pela comunidade científica  e pela sociedade em geral.

Instituições participantes

Universidades:

FEUSP (professores: Leny Mrech, Rinaldo Voltolini, Leda Bernardino)
FMUSP (professor Wagner Ranna)
Grupo de estudo sobre a criança (e sua linguagem) na clínica psicanalítica – GECLIPS/UFUMG
IPUSP (professores Cristina Kupfer, Christian Dunker, Rogerio Lerner)
PUC /RJ (professora Beatriz Souza Lyma)
Psicologia PUC /SP (professores (Silvana Rabello, Isabel Khan)
Fono PUC/SP (professores Claudia Cunha, Luiz Augusto P. Souza, Regina Freire)
UERJ (professor Luciano Elia)
UFBA – ambulatório infanto-juvenil da Residência em Psicologia Clínica e Saúde Mental do Hospital Juliano Moreira/UFBA-SESAB (professora Andréa Fernandes)
UFMG (professora Angela Vorcaro)
Laboratório de Estudos Clínicos  da PUC Minas  (professor Suzana Faleiro Barroso).
UFPE (professora Joana Bandeira de Melo)
UFRJ (professoraAna Beatriz Freire)
UFSM (professora Ana Paula Ramos)
UnB (professores Izabel Tafuri, Marilucia Picanço)
Unesp Bauru (professores Edson Casto, Erico B. Viana, Cristiane Carrijo)
UNICAMP (Nina Leite)
Univ. Católica de Brasília (professora Sandra Francesca)
Setor de Saúde Mental do Departamento de Pediatria da UNIFESP
Centro de Referência da  Infância e da Adolescência  – CRIA/UNIFESP
DERDIC/PUCSP (professores Sandra Pavone, Yone Rafaele, Lucia Arantes e Carina Faria)
Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG) (professora Paula Pimenta)

Instituições de Psicanálise

ALEPH – Escola de Psicanálise
Associação Psicanalítica de Curitiba- APC
Circulo Psicanalítico MG – CPMG
Círculo Psicanalítico de Pernambuco – CPP
EBP/SP ( escola brasileira de psicanálise)
EBP/MG ( escola brasileira de psicanálise)
EBP/RJ ( escola brasileira de psicanálise)
Escola Letra Freudiana
Espaço Moebus/BA
Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano – Brasil (EPFCL-Brasil)
Fórum do Campo Lacaniano – São Paulo (FCL-SP)
Rede de Pesquisa sobre as Psicoses do FCL-São Paulo
Rede Brasil Psicanálise Infância/ FCL
IEPSI
Associação Psicanalítica de Porto Alegre -APPOA
Instituto APPOA
IPB ( instituto de psicanálise brasileiro)
Intersecção Psicanalitica do Brasil/NEPP
Grupo que estuda a clinica com bebês e as intervenções precoces da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo
Grupo de Estudos e Investigação dos TGD da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo
Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae (SEDES)
Departamento de Formação em Psicanálise do  Instituto SEDES
Departamento de Psicanálise de Crianças do Instituto SEDES
Espaço Potencial Winnicott do Depto. Psicanalise de Crianças do  Instituto SEDES
Departamento de Psicossomática Psicanalítica do Instituto SEDES
Núcleo de Investigação Clínica Hans da Escola Letra Freudiana
Sigmund Freud Associação Psicanalítica/RS
GEP/Campinas
NEPPC/SP
Instituto da Família –IFA/SP

Centros de atendimentos não governamentais

Ateliê Espaço Terapêutico/RJ
Attenda/SP
Centro de Atendimento e Inclusão Social CAIS/MG
Carretel – Clínica Interdisciplinar do Laço/SP
Carrossel/BA
Centro da Infânica e Adolescênica Maud Mannoni CIAMM
CERSAMI  de Betim
Centro de Estudos, Pesquisa e Atendimento Global da Infância e Adolescência – CEPAGIA/Brasília/DF
Clínica Mauro Spinelli/SP
CPPL – Centro de Pesquisa em Psicanálise e Linguagem
Centro de Pesquisa em Psicanálise e Linguagem de Recife – CPPL
Escola Trilha
ENFF
Espaço Escuta de Londrina
Espaço Palavra/SP
GEP-Campinas
GLUBE/SP
Grupo Laço/SP
Grupo de Pesquisa CURUMIM do Instituto de Clínica Psicanalítica/RJ
Incere
Instituto de Estudo da Familia INEF
Insituto Langage
Instituto Viva Infância
LEPH/MG
Lugar de Vida
Centro Lydia Coriat de Porto Alegre
NIIPI/BA
NINAR – Núcleo de Estudos Psicanalíticos
NÓS – Equipe de Acompanhamento Terapêutico.
Projetos Terapêuticos/SP
Trapézio/SP
Associação Espaço Vivo/RJ

Centros de atendimentos do governo

Caps Pequeno Hans/RJ
Capsi Guarulhos/SP
Capsi-Ipiranga/SP
Capsi-Lapa/SP
Capsi Mauricio de Sousa/Pinel-RJ
Capsi Mooca/SP
CAPSI-Taboão/SP
CAPSI de Vitória
CARM/UFRJ
NASF Brasilandia/SP
NASF Guarani/SP
UBS Humberto Pasquale/SP
Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica – COMPP/SES-DF
Capsi COMPP/SES-DF
Capsi Campina Brande/PB
Associações
ABEBÊ – Associação Brasileira de Estudos sobre o Bebê.
ABENEPI/Maceio
ABENEPI/RJ
ABENEPI/BSB
Associação Metroviária do Excepcional AME
Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental
CRP/SP ( conselho regional de psicologia)

Hospitais

Centro Psíquico da Adolescência e Infância da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (CePAI/FHEMIG)
CISAM/UPE – Centro Integrado de Saúde Amauri de Medeiros – Universidade de Pernambuco
HCB (Hospital da Criança de Brasilia)
Serviço de psicossomática e saúde mental do Hospital Barão de Lucena -HBL/ Recife
Hospital Einstein
IEP/HSC Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital de Santa Catarina
Hospital Pinel
Hospital das Clínicas – Universidade de Pernambuco

Revista

Revista Mente e Cérebro

Grupo de pesquisa

PREAUT BRASIL
Grupo de pesquisa IRDI nas creches

 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Suzana Herculano-Houzel: Programa Roda Viva

Suzana Herculano-Houzel, nesta entrevista, nos fala da pesquisa no Brasil, de seu percurso nas instituições estrangeiras e pontua de forma muito direta a falta de investimentos na pesquisa brasileira, nos diz ainda de que em nossas universidades não temos pesquisadores mas, professores que não recebem incentivo para a pesquisa.

Nos fala da distinção entre mente e cérebro e responde de forma muito interessante sobre os estudos da psicanálise e a neurociência.

Formada em Biologia Modalidade Genética pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992). Fez mestrado pela universidade americana Case Western Reserve (1995), doutorado na França pela Pierre et Marie Curie (1998) e pós-doutorado na Alemanha pelo Instituto Max Planck (1999), todos em neurociências.
Em 1999 voltou ao Brasil e passou a dedicar-se à divulgação científica, lançando também o site Cérebro Nosso de Cada Dia.
É autora de alguns livros, produziu inúmeros artigos científicos, além de textos e colunas para revistas e jornais como Folha de S. Paulo.
Exerce o cargo de professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 2002, além de dirigir o Laboratório de Neuroanatomia Comparada.
É membro do corpo editorial da Revista Neurociências e colaboradora de Jorge Zahar Editor.



 Livros:

O Cérebro Nosso de Cada Dia (Vieira & Lent, 2002)
Sexo, Drogas, Rock and Roll... & Chocolate (Vieira & Lent, 2003)
O Cérebro em Transformação (Objetiva, 2005)
Por que o Bocejo É Contagioso? (Jorge Zahar Editor, 2007)
Fique de Bem com seu Cérebro (Sextante, 2007)
Pílulas de Neurociência para uma Vida Melhor (Sextante, 2009)

Site oficial

Cérebro Nosso de Cada Dia

Entrevista para o programa Roda Viva em 2008

"É hora de parar de mentirinhas e fazer campanha pela razão certa: não porque maconha é "leve" (não é, maconha vicia, e bem rápido), muito menos porque "não faz mal" (faz, sim), e sim porque a proibição obviamente não funcionou para conter a expansão do tráfico. Eu mesma fui, por muito tempo, contrária à legalização, por acreditar que era papel do Estado proteger os cidadãos contra suas próprias más escolhas. Mas deixei disso: agora acho que cada indivíduo deve ser responsabilizado por suas próprias escolhas, boas ou ruins, e é papel do Estado proteger os cidadãos contra as más escolhas DOS OUTROS, com penas severas para quem causar danos a terceiros sob influência. Legalizar a maconha é um bom começo, que espero que logo seja estendido para todas as outras drogas formadoras de vício. Isso deve ser bem mais produtivo do que a tentativa de conter o tráfico, que tem se mostrado tão eficaz quanto enxugar gelo, aqui e em outros países".
(Palavras da Suzana, a neurocientista de plantão, lá em sua página)


segunda-feira, 25 de março de 2013

Jacques Lacan - Seminário Inédito:


Jacques Lacan, Seminário inédito em francês:

Jacques Lacan, l’insu que sait de l’une-bévue s’aile à mourre (1976-1977)

Organização de Patrick Vallas.

Página Oficial de Patrick Valas (Baixe arquivo):

 

domingo, 24 de março de 2013

Verdade Criadora

(Conjecturas de uma amanhecer cinza)

A linguagem nos aprisiona, isso como uma premissa. Mas, nos aprisiona porque e em que sentido?
Por uma "vontade" de saber!
Porque Édipo fura seus olhos?
Pois, que a tragédia do conhecimento nos cega!
Édipo quando descobre que Jocasta é, verdadeiramente, sua mãe, ele não suporta a verdade e fura os olhos..
Então, saber a verdade carrega em si uma tragédia. O saber é trágico?! Saber a verdade é ficar cego... Pois, que a verdade carrega uma potência...
Querer saber desta potência é um ato trágico, por isso, furar os olhos, já que nos revelam a verdadeira natureza da realidade...
Vontade de potência significa criar algo...não desejar dominar a vontade, pois que a vontade é criadora... E onde se encontra toda essa verdade criadora? Na linguagem..."

(Imagem da Divina Comédia de Dante)
  Illustration by Gustav Dore

(Pela cabeça ele tinha o membro para servir como lanterna do sábio. Pendente na mão, olhando para nós ele disse: "Ai sou eu!")

Dante - Canto 28, lines 116-119.

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