Quadro "O Pesadelo" de Henry Fuseli (1741-1825)

* A Peste Onírica é um delírio subversivo. Postamos aqui nossas réles "produçõezinhas"; nossos momentâneos surtos de divagações em nome do Real do Simbólico e do Imaginário. Estão aqui nossos ensaios para que possamos alçar outros vôos num futuro próximo. Aproveitem os links, os materiais, as imagens, as viagens. Sorvam nossas angústias, nossas dores e masquem nossa pulsão como se fosse um chiclete borrachento com sabor de nada. Pirateiem, copiem, contribuam e comentem para que possamos alimentar nosso narcisismo projetivo. E sorvam de nossa libido, se assim desejarem.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Livros Anarquistas & Afins:




Para se divertir nesses dias frios (e nos outros tb), uma listinha humilde com 445 livros anarquistas EM PORTUGUÊS disponíveis gratuitamente para download.

Entre os autores estão: Malatesta, Kroptkin, Bakunin, além de coletivos como o Grupo Krisis e Solidarity.

É por essas e por outras que amamos a internet! 

Entre no site, siga os passos e corre pro abraço! Pode-se baixar individualmente ou todo pacote. Observe a lista de livros no site..!





quinta-feira, 25 de julho de 2013

As Três Novas Teologias Contemporâneas (Os Velhos e os Novos Pecados - Leandro Karnal):



As três novas teologias contemporâneas (Teologias que respondem ao novo homem da contemporaneidade)

- A Auto Ajuda (Teologia da Autoestima):
Quem escreve ganha dinheiro, logo é autoajuda, ou seja, ajuda a quem escreveu o livro. A autoajuda tem dois dogmas teológicos: 1° Se você não se amar, ninguém vai te amar. 2° O que você pensa acontece. É uma teologia vaidosa e que nos torna deuses demiurgos, o que eu penso acontece. Ex, livro “O Segredo”. Podemos empurrar a autora de um prédio e dizer a ela: “Agora voa, pensa que você pode voar, por que o que você pensa acontece”.  A auto ajuda é uma teologia porque nos faz crer que somos deuses.

- Teologia da Prosperidade: (A teologia das igrejas neopentecostais):

“Reze e você sairá do SERASA!”; “Acredite que você adquirirá teu carro novo!”; “Siga essa religião que você alcançará a gloria!”; “Adquira essa fé e você se tornará uma pessoa bem sucedida!" Nesta teologia não encontramos mais o deus sofredor crucificado, aquele deus de tradição medieval. Encontramos o deus vitorioso. “Com Jesus, eu venço minhas dívidas!”. Ninguém mais prega o deus sofredor, ele não tem mais lugar. Um deus sofredor não orna mais. Pois, nós queremos um deus vitorioso de sucesso. Um Cristo na cruz, chicoteado e sofrendo no deserto, não é mais o modelo para as pessoas. O Cristo vitorioso é o modelo ideal, pois, ele me faz vencer naquilo que me atrapalha, principalmente no êxito material; na família feliz, na saúde perfeita. Com este Cristo livre e vitorioso os bens materiais, também são conquistados a partir da fé.

Historicamente a Teologia da Prosperidade, é um ensino surgido nas primeiras décadas do século XX nos Estados Unidos, a partir da interpretação de alguns textos bíblicos como Gênesis 17.7, Marcos 11.23-24 e Lucas 11.9-10. Aqueles que são verdadeiramente fiéis a Deus devem desfrutar de uma excelente situação na área financeira. O pioneiro desse movimento foi o estado-unidense E. W. Kenyon, enquanto o maior divulgador foi Kenneth Hagin, que influenciou a muitos pregadores nos Estados Unidos que ganharam reconhecimento mundial. (É bem bacana pesquisar estes nomes na Wikipédia)

No Brasil, igrejas que não negam tal ensino são: a Igreja Universal do Reino de Deus, do Bispo Macedo; a Igreja Internacional da Graça de Deus, do Missionário R. R. Soares; os dissidentes da IURD, a Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada pelo Apóstolo Waldemiro Santiago; também os dissidente da Igreja Universal, a Igreja Apostólica Renascer em Cristo, fundada pelo casal Estevam e Sônia Hernandes; além da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, de Valnice Milhomens.

Edir Macedo, Silas Malafaia, Waldemiro Santiago e o estadunidense Pat Robertson***, que chama essa teoria de "Lei da Reciprocidade", são defensores da Teologia da Prosperidade pregando, em suas igrejas, para a salvação e sucesso de seus seguidores.

***Marion Gordon "Pat" Robertson é pastor pentecostal, advogado e ex-candidato à presidência da República dos Estados Unidos e criador do clube dos 700. Fundou a rede de televisão TBN, Christian Broadcasting Network e a Christian Coalization, organização destinada a influenciar a política norte-americana. Foi acusado de colaborar com o ditador Charles Taylor, da Libéria, em troca dos direitos de exploração de uma mina de diamantes, utilizando-se desonestamente de meios destinados à caridade (Operação Blessing). Pat Robertson também é conhecido por afirmações polêmicas sobre vários temas, como, por exemplo, ter dito que Hugo Chávez deve ser assassinado.

O programa 700 Club (O Clube 700, no Brasil é veiculado pela Rede 21) recebeu esse nome porque Robertson conseguiu reunir 700 empresários para financiar o programa. Desde então passou a ser um programa religioso. Após as eleições de 1988 passou a ser mais do que um programa religioso. Robertson passou a fazer mais frequentemente comentários políticos. Entre as afirmações feitas estão a de que Jesus voltaria em 1982.

Também condenou o feminismo dizendo que é "matar os seus filhos, praticar feitiçaria, destruir o capitalismo e tornarem-se lésbicas".

Pat Robertson disse que os ataques de 11 de Setembro foram "juízos da ira divina contra os homossexuais, ateus e liberais".

Recentemente, afirmou que a sequência de desastres naturais são um sinal da volta de Jesus, para iniciar uma "nova era".

Pat Robertson também é defensor do criacionismo, chegando a condenar a cidade de Dover por não ter aceitado o criacionismo nas escolas pública.

Ele também disse que a doença de Ariel Sharon foi castigo divino por ter "dividido a terra de Israel". Foi muito criticado pela Liga Anti-Difamação.

Pat Robertson, em 1960 criou a primeira rede de televisão cristã, a CBN, em Virginia Beach. Hoje, está presente em mais de 70 países. A Criação pioneira de Pat influenciou a criação, em várias partes do mundo, dos canais religiosos, em sua maioria pertencentes as igrejas neopentecostais.

- Teologia do Empreendedorismo: (usada, também, como modelo espiritual uni-se a Teologia da Prosperidade):

Hoje, empreendedorismo é a pedra de toque de todas as pessoas, especialmente no mercado, para entenderem que sucesso e fracasso só podem existir se você não tiver ou não conseguir controlar seu empreendedorismo. Empreendedorismo é a chave do futuro.

Empreendedorismo é tudo!

A ideia de empreendedorismo é uma das ideias teológicas mais insidiosas, porque traz para dentro de mim a censura. Se eu fracassei a culpa é minha. É a internalização absoluta dessa censura. O sucesso é minha responsabilidade, o fracasso é minha culpa. Ele (sucesso) ajuda as pessoas porque ele estabelece que coragem, ousadia, autoestima, iniciativa, fazem parte do sujeito vitorioso. Isto é o empreendedorismo como processo. O novo homem que atinge a salvação não é mais São Francisco, não é mais Santo Antônio, não é mais Tomás de Aquino, mas é o empreendedor. Ele é o modelo de uma teologia imanente, uma teologia da matéria, que atingindo aquele ponto leva os outros à felicidade.

Este novo homem adquire a salvação mediante sua iniciativa pessoal, tal como o homem medieval, mas não é uma iniciativa pessoal em busca de um além, mas é de um hic et nunc, de um aqui e agora. E o inferno dessa teologia é o fracasso financeiro e pessoal. Para isso, há livros sobre empreendedorismo. Para isso há treinadores pessoais que fazem coach, que ficam dizendo "você precisa confiar em você", "você precisa ter metas", "você precisa se desenvolver", "você precisa colocar essas metas e repetir 'eu posso', 'eu sou vitorioso'". Isso que, há alguns anos seria tido como esquizofrenia ou bipolaridade, hoje é tido como consistência pessoal. O inferno atual é o fracasso. Vai para o inferno quem não tem iniciativa. Vai para o inferno quem não se planeja. Vai para o inferno a pessoa que não tem metas. Vai para o inferno a pessoa pessimista. Este é o inferno atual. Aquele pessimista que possivelmente seria salvo na Idade Média, hoje ele é o condenado.

Nós precisamos estabelecer medidas para esse empreendedor. Há uma nova soteriologia - sotero, em grego, salvador. Há uma nova teologia da salvação. Esta salvação não é mais uma salvação abstrata ou metafísica. Esta salvação é uma nova forma de evitar os seguintes  pecados, pecados que todo RH, que são os novos departamentos teológicos do planeta, sabem: quem não é pró-ativo, quem não colabora com a sinergia da empresa, quem não veste a camiseta, quem não tem metas, quem não recebe aquela notícia "vamos fazer um treinamento sabe lá onde", "oba! É tudo o que eu quero! Que bom! É a coisa que eu mais gosto", e assim por diante, quem não tem criatividade, e assim por diante, quem não sai da caixinha, e outras fórmulas catequético-teológicas. São fórmulas e essas fórmulas são feitas, como toda teologia, para prometer felicidade, como toda teologia, para dizer quem erra, quem é pecador, e como toda teologia, se baseia numa prática em grego, ascesis, ascese, que é a prática teológica. E para isso vocês precisam de atividades e novos cultos, e esses cultos litúrgicos, em qualquer empresa hoje se chamam reuniões. As reuniões, como toda liturgia, tratam de um tema abstrato. Tem que ter fé para acreditar na reunião. Existe um sacerdote oficiante e existe um rito. Este rito tem frases ditas por um e repetidas por todos. Há uns anos era "o Senhor esteja convosco", "Ele está no meio de nós". Hoje é "bem-vindos à nossa reunião" e as pessoas sorriem porque é importante ser feliz. Pelo menos é importante parecer ser feliz para fazer parte da equipe, porque essa não é uma equipe de losers, é uma equipe de winners. Gente vitoriosa cresce.

“Dentro dessa ideia do empreendedorismo, é muito curioso que nós nunca fizemos tantas coisas e nunca fomos tão improdutivos na história humana”.


(Compilação da Apresentação, “Os velhos e os novos pecados”, Leandro Karnal, no Café Filosófico):


No Tube:


No Vimeo:

Os velhos e os novos pecados | Leandro Karnal
from instituto cpfl | cultura on Vimeo.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

INSTITUTO APPOA - III Jornada Psicanálise e Intervenções Sociais "DESAMPARO E VULNERABILIDADES":



23 e 24 de agosto de 2013

Hotel Continental Porto Alegre
Largo Vespasiano Julio Veppo, 77, Centro – Porto Alegre - RS



O desamparo é uma experiência fundamental da condição humana e é em torno dela que se constitui a posição do sujeito no laço social. Freud faz do estado de desamparo (hilflosigkeit) um conceito de referência em sua obra, enfatizando-o como o protótipo das situações traumáticas, geradoras de angústia no adulto, pois o confronta, no tempo presente, com a impotência de seu estado de desamparo infantil originário. Segundo ele, o mal-estar, a infelicidade e as situações traumáticas nos chegam de três direções: do sofrimento de nosso próprio corpo, do mundo externo e das insatisfações ou da violência desencadeadas pelas relações com os outros. O sofrimento proveniente desta última talvez seja o mais penoso de todos eles.

A cultura com que procuramos fazer frente à condição humana e seu inevitável mal-estar nos defronta com inúmeras situações de vulnerabilidade em seu movimento permanente de conflito entre civilização e barbárie. Em todas estas situações, o sujeito está diretamente implicado. Quando somos atingidos, o catastrófico se articula com o desamparo estrutural e somos confrontados com o trauma do real irrepresentável.

O desamparo e as diferentes vulnerabilidades colocam um desafio para a clínica da psicanálise em extensão. Propomos com esta III Jornada do Instituto APPOA abrirmos o debate sobre nossas intervenções fundadas no desejo do analista e na ética da Psicanálise.


PROGRAMA:
Sexta-feira, 23/08/2013
17:30 – Inscrições
18:00 – Abertura – Jaime Alberto Betts (APPOA, Diretor do Instituto APPOA)

Lançamento da Revista da APPOA nº 41/42 – Psicanálise: invenção e intervenção

18:30 – Conferência – O desejo do analista face ao desamparo contemporâneo - Caterina Koltai (psicanalista, PUCSP)

20:00 – Mesa 1- Passagens:Sujeito e Cultura – Catástrofe e Representação
A colaboração da psicanálise na construção do acolhimento às vítimas do incêndio na Boate Kiss – Volnei Antonio Dassoler (APPOA, Instituto APPOA, Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria)

É possível falar sobre esta tragédia? – Luciana Portella Kohlrausch (APPOA, Instituto APPOA) Imagens apesar da catástrofe – Robson de Freitas Pereira (APPOA, Instituto APPOA)
Coordenação: Norton Dal Follo da Rosa Jr. (APPOA, Instituto APPOA)

Sábado, 24/08/2013

9:30 – Mesa 2 - Psicanálise e Educação: O que pode a psicanálise no campo da educação?
Educação impossível? Gerson Pinho (APPOA, Instituto APPOA, Centro Lydia Coriat) e Larissa Scherer (APPOA, Instituto APPOA)

Crise do vínculo educativo – Roseli Cabistani (APPOA, Instituto APPOA, UFRGS) e Cristina Pinto Gomes Mairesse (Psicóloga, UNIFIN)
Coordenação: Sonia Ogiba (APPOA, Instituto APPOA)

11:00 – Intervalo

11:15 – Mesa 3 - Psicanálise, Políticas Públicas e Saúde Mental
A clínica e as práticas de cuidado na rede de atenção à infância e adolescência – Ieda Prates (APPOA, Instituto APPOA, supervisora de CAPSi) e Tatiane Reis Vianna (APPOA, Instituto APPOA, CIAPS/HPSP)

Brincando de tráfico? Notas sobre o proibicionismo e a internação compulsória – Sandra Djambolakdjian Torossian (APPOA, Instituto APPOA, UFRGS)

A Casa dos Cata-Ventos: uma aposta na dimensão política do brincar – Anderson Beltrame Pedroso (Casa dos Cata-Ventos, consultor UNESCO/PIM)
Coordenação: Renata M. C. de Almeida (APPOA, Instituto APPOA, Casa dos Cata-Ventos)

12:45 – Almoço

14:30 – Mesa 4 - O Desejo do Analista nas Práticas Institucionais
Apoio matricial, uma clínica em extensão – Elaine Rosner Silveira (Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre)

“Secretários do alienado”? A psicose e a instituição psicanalítica – Siloé Rey (APPOA, Instituto APPOA, ULBRA) e Liz Nunes Ramos (APPOA, Instituto APPOA)
Coordenação: Marcia Helena de Menezes Ribeiro (APPOA, Instituto APPOA)

16:00 – Mesa 5 - Imigrantes, Exilados e Refugiados
Do exílio ao asilo: escutas clínicas – Barbara Conte, Alexei Indursky, Daniela Feijó e Liege Didonet (Sigmund Freud Associação Psicanalítica)

Os tempos do luto – Ana Maria Medeiros da Costa (APPOA, Instituto APPOA, UERJ)
Coordenação: Otávio Winck Nunes (APPOA, Instituto APPOA)

17:30 – Intervalo

17:45 – Conferência – O desamparo da saúde mental infanto-juvenil – Nilson Sibemberg (APPOA, Instituto APPOA, Centro Lydia Coriat, CAPS-CAIS Mental Centro - Porto Alegre)
Coordenação: Lucia Serrano Pereira (APPOA, Instituto APPOA)

19:15 – Encerramento

Valores para inscrição:
Após 17/08 e no evento, se ainda houver lugares: Associados - R$ 90,00; Estudantes de Graduação ou recém-formados* R$ 100,00; Profissionais - R$ 110,00
• Inscrições pelo site www.appoa.com.br . Após efetuar o pagamento da sua inscrição pelo site, enviar por fax ou por e-mail o comprovante de pagamento devidamente preenchido.
• Inscrições mediante depósito bancário, para Banco Itaú, agência 0604, conta-corrente: 32910-2 ou Banco Banrisul, agência 0032, conta-corrente 06.039893.0-4. Neste caso, enviar, por fax ou e-mail, o comprovante de pagamento devidamente preenchido, para a inscrição ser efetivada.

* Estudantes de GRADUAÇÃO e recém-formados até 2 anos devem enviar comprovante por e-mail ou fax.
• Inscrições para grupos informe-se na Secretaria da APPOA.


Link Direto: 



segunda-feira, 22 de julho de 2013

I Am - Você Tem o Poder de Mudar o Mundo e Zaratustra também!



I AM é a história de Tom Shadyac, um diretor de sucesso em Hollywood, que após um perigoso ferimento na cabeça e experimenta uma jornada para tentar descobrir e responder duas questões bem básicas: “O que está errado no mundo?” e “Que podemos fazer sobre isso?” Com uma equipe de quatro pessoas, Tom visita algumas das grandes mentes dos dias de hoje, incluindo escritores, poetas, professores líderes religiosos e cientistas (Howard Zinn, Lynn McTaggart, Desmond Tutu, Thom Harmann, Coleman Barks), buscando descobrir o fundamental problema endêmico que causa todos os outros problemas, refletindo simultaneamente em suas próprias escolhas de excesso, ambição e possível cura. E se a solução para os problemas do mundo estivesse bem na nossa frente o tempo todo?

Assistir no VIMEO:






Postagem meio “troncha”, mas compactuando que devemos assistir algumas coisas para provocar outras... Documentário naquela linha autoajuda (BULLSHIT), onde somos rodeados por vários cifrões imaginários... e, apregoados de felicidade passageira. Mesma linha de “O Segredo”, “Quem somos nós”, “Al Gore” e por ai vai. Oferecer, de certa forma, aquilo que se deseja. Porém, tirem suas próprias conclusões. Vou tentar utilizar este documentário para fazer um contra ponto com Nietzsche.

 "Os mais preocupados perguntam hoje: “Como se conserva o homem?  Zaratustra pergunta, é o primeiro e único a fazê-lo: Como será o homem superado?”
 (Nietzsche, em "Assim Falou Zaratustra")

Zaratustra proclama a falência da civilização e a aurora de uma nova era. É o anúncio de que o homem deve superar a si mesmo, à sua potencialidade negada. Procurando sacudir o velho homem, que vivia enclausurado no seu pessimismo e ilusão, o novo pretende ser substituto daquele. O superar típico do super-homem, entendido como ato de abertura para o nada ou para o sagrado, nada mais é do que a própria vontade de poder. O super-homem como superação implica a dimensão do divino, que, segundo Nietzsche, seria um “ponto” na vontade de poder. Sendo assim, o divino não é uma coisa separada do homem, tampouco uma realidade para fora de si e que tem poder de manipulação, mas o divino e o humano se encontram no ato contínuo e ininterrupto de superação do objeto conhecido e, por conseguinte, na consciência do não-poder em relação ao não-objeto, isto é, ao nada.

Entre minhas obras ocupa o meu Zaratustra um lugar à parte. Com ele, fiz à humanidade o maior presente que até agora lhe foi feito (...) é também o mais profundo, o nascido da mais oculta riqueza da verdade, poço inesgotável onde balde nenhum desce sem que volte repleto de ouro e bondade. Aqui não fala nenhum “profeta”, nenhum daqueles horrendos híbridos de doença e vontade de poder chamados fundadores de religiões. É preciso antes de tudo ouvir corretamente o som que sai desta boca, este som alciônico, para não se fazer deplorável injustiça ao sentido de sua sabedoria. (NIETZSCHE, 1995, p. 19).

Precipitar o homem cada vez mais no abismo é uma experiência necessária da qual decorrerá a aceitação incondicional de todo acontecer. Levado isso em conta, é preciso insistir no fato de que a negação de Deus como valor supremo coloca o homem diante de uma experiência de superação de si: “Deus é uma suposição; mas quem beberia, sem morrer, todo o tormento dessa suposição?” (NIETZSCHE, 1995, p. 100). É nesse sentido que o surgimento do além-do-homem depende de todo um labor do homem sobre si mesmo, de uma criação de si como forma de se redimir de sua humanidade: “Criar – essa é a grande redenção do sofrimento, é o que torna a vida mais leve. Mas, para que o criador exista, são deveras necessários o sofrimento e muitas transformações” (NIETZSCHE, 1995, p. 101). Essa ideia de que o homem é apenas um momento de transição para algo de melhor ou superior. Nietzsche fornece pistas de que somente o ato de criar é capaz de redimir o homem de sua própria condição e lançá-lo para além de si mesmo:

Mas novamente e sempre para os homens, impele-me a minha ardente vontade de criar; do mesmo modo é o martelo impelido para a pedra. Ah, dorme na pedra para mim, ó homens, uma estátua, a imagem das minhas imagens! Ai de mim, que ela deva dormir na pedra mais dura e mais feia! Agora, enfurece cruelmente o meu martelo contra a sua prisão. Despede a pedra um pó de estilhaços; que me importa? Quero concluir a estátua: porque uma sombra veio a mim – a mais silenciosa e leve de todas as coisas veio a mim! A beleza do além-do-homem veio a mim como uma sombra. Ah, meus irmãos! Que ainda me importam – os deuses!” (Assim falou Zaratustra NIETZSCHE, 1995, p.101).


Abaixa o Nietzsche, Assim Falou Zaratustra: (Sabotagem, Salve, salve):

(Só não tem catalogação bibliográfica. Ok?!)


Referências:

NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra. Trad. de Mario da Silva. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.

http://www.cchla.ufrn.br/saberes/ < Acessado em 21.07.2013>



Otras Geografías. Experiencias de autonomías indígenas en México (Livro):






La obra Otras Geografías. Experiencias de autonomías en México, reúne ancestrales y renovados procesos de autonomías entre los mayas zapatistas de Chiapas; inéditas formas de organizar la seguridad pública y de impartir justicia en el contexto multiétnico que es la Montaña de Guerrero; justicia entre los triquis de Oaxaca luego de largas décadas de represión estatal-caciquil y de violencia fratricida; el control del territorio y el autogobierno del pueblo yaqui, símbolo de resistencia histórica; formas de comunicación para ejercer el derecho a preservar y desarrollar la cultura y la identidad, recuperar la voz en Suljaa’, Guerrero y San Juan Copala, Oaxaca.

Lo que constata la vigencia y desarrollo de los procesos autonómicos entre los diversos pueblos indígenas en sus múltiples formas, dependiendo de contextos regionales específicos.

Coordinadores: 

Giovanna Gasparello y Jaime Quintana Guerrero.

Descargalo también aquí: 






… vieram fazer nossas flores murchar para que somente a sua flor vivesse.
(Frase escrita por um maia na época da conquista)




domingo, 21 de julho de 2013

A Servidão Moderna, A Servidão Voluntária:



Algumas coisas para nos indagarmos e deixarmos fluir uma angústia criadora:


A democracia* e a liberdade de expressão estão em cheque! O sistema está sendo questionando mundialmente por milhões de pessoas...
*Democracia que não era democracia... Mas, uma servidão voluntária...

Baudrillard, filósofo e sociólogo francês, criou a ideia de hiper-realidade, segundo a qual vivemos na era das simulações, onde construímos hiper-realidades na tentativa de ressuscitar aquilo que consideramos real, e que nos escapa... É uma representação da realidade que possui uma ordem referencial que somente reina sobre o próprio referencial. Possui um poder determinado que só pode ser exercido sobre um mundo determinado, mas, que não exerce nenhum poder sobre a recorrência indefinida da simulação, como podemos observar com o advento da crise - crise econômica, crise da democracia.

Vivemos atualmente na tentativa de reproduzir os próprios modelos de resgate de uma experiência áurea dos séculos passados. Parece existir uma impossibilidade de rompimento de desconstrução.

Os pobres continuam pobres! E os remediados?. Se há melhoras na educação, não há emprego; se há boas estruturas de transporte, não se pode pagar os pedágios, carro, o ônibus; vive-se mais tempo, mas com menos qualidade de vida; há melhor sistema de saúde, mas não se pode contar com ele; há maior liberdade, mas a democracia está doente.

A questão fundamental parece ser essa: indagamos se essa democracia continua sendo um instrumento real através do qual o povo se governa, elegendo seus mandatários entre as diversas tendências ideológicas (Corporativas) que formam maiorias parlamentares e devem, teoricamente, interpretar a vontade da população. Ou se a democracia é hoje refém da burocracia do sistema financeiro, que toma decisões no interesse de poucos, com o consentimento deliberado dos políticos. Será que a democracia se tornou refém da hiper-realidade ou a democracia em si faz parte desta hiper-realidade?

(*)

Segue Documentário: A "Servidão Moderna" que é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários. 



Texto completo do Documentário em PDF (Jean- François Brient):



Algumas sugestão de Leitura: 
(Para baixar é preciso acionar senha no 4shared, pode-se cadastrar a partir do face)

Jean Baudrillard - Simulacros e Simulação.










sábado, 20 de julho de 2013

Seminário de Estudos em Análise do Discurso - Michael Pêcheux:



Acontecerá em Porto Alegre o VI Seminário de Estudos em Análise do Discurso, de 15 à 18 de Outubro de 2013. Evento bianual, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras e ao Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e acontece em Porto Alegre, desde o ano de 2003.

Nas suas cinco edições – e sob a perspectiva das que ainda virão, mantendo seu caráter bianual – o SEAD seguiu basicamente a mesma proposta: o aprofundamento teórico e analítico das noções caras aos analistas do discurso, com uma interlocução com outras áreas com que esta disciplina faz fronteira, como Arte, Psicanálise, História, Antropologia, Filosofia, Jornalismo, Sociologia, Ciência Política, Literatura.



Aqui podemos encontrar os anais do evento, uma vasta gama de artigos para salvar e ler: http://www.ufrgs.br/analisedodiscurso/anaisdosead/

(Michael Pêcheux - 1938 - 1983)


Muito mais que uma teoria da conspiração: O Mundo Segundo a Monsanto.



Faz um par de anos que várias entidades e ações civis vêm denunciando a Multinacional Monsanto. Nada acontece! E continuamos a consumir tantos produtos que estão diretamente ligados a esta empresa, direta ou indiretamente. Não se enganem em pensar que consumimos alimentos saudáveis porque são produzidos aqui e acola com segurança. Vide a soja transgênica, que é produzida de forma massiva em nosso País (Brasil). Vários produtos são fabricados com estas sementes e nós e os animais, que depois também são consumidos, formamos uma grande cadeia, onde tudo está interligado. Vocês já perceberam os índices de câncer, como estão alarmantes?

Enfim, encontrei uma notícia sobre o Vietnã, com informações terríveis sobre crianças malformadas por conta do Agente Laranja. Não vou postar as fotos, pois são muito horríveis, mas deixo alguns fragmentos da matéria pra gente pensar.

"Desde o início da pulverização, há 51 anos, e até hoje, milhões de vietnamitas morreram, ou foram completamente incapacitado por doenças que o governo dos EUA reconhecem que estão relacionados com o agente laranja para fins de concessão de compensações para veteranos do Vietnã nos Estados Unidos. Os vietnamitas, que eram as vítimas pretendidos desta pulverização, experimentaram o mais intenso e terrível impacto na saúde humana e na devastação ambiental. Segunda e terceira gerações de crianças, nascidas de pais expostos durante a guerra e em áreas de pesadas pulverizações, chamadas de pontos quentes, sofrem deformidades indescritíveis que as autoridades médicas atribuem à dioxina no Agente Laranja".

"Os vietnamitas, expostos ao produto sofrem de câncer, danos ao fígado, doenças pulmonares e cardíacas, defeitos de capacidade reprodutiva e da pele e distúrbios do sistema nervoso. Seus filhos e netos têm graves deformidades físicas, deficiências físicas e mentais, doenças e períodos de vida mais curtos. As florestas e selvas, em grande parte do sul do Vietnã, foram devastadas e desnudadas. Seculares habitats foram destruídos e não irão gerar a mesma diversidade de centenas de anos. Os animais, que habitavam as florestas e selvas, estão ameaçados de extinção, prejudicando as comunidades que dependiam deles. Os rios e águas subterrâneas em algumas áreas também foram contaminados. A erosão e a desertificação irão mudar o ambiente, fazendo um deslocamento da cultura e da vida animal".

"Nos últimos 51 anos, o povo vietnamita têm tentado resolver este legado da guerra, tentando obter dos Estados Unidos e das empresas químicas uma responsabilização deste pesadelo que continua em andamento. Mas, uma das grandes opositoras, chama-se Monsanto...”

A Monsanto tem afiliação e proteção com/do pentágono?

O presidente Barack Obama assinou o HR 933 uma disposição chamada a Lei de Proteção Monsanto.

Os ativistas estão furiosos com a assinatura backdoor da Lei de Proteção da Monsanto para uma série de razões. O ato seria proteger a Monsanto de ser processada por perdas e danos à saúde causados pelo uso de suas culturas geneticamente modificadas. Além disso, se danos à saúde foram descobertos com o uso de alimentos geneticamente modificados, o governo dos Estados Unidos não seria capaz de bani-los do consumo.

Ou seja, estamos Ferrados mesmo!

A Monsanto criou o organismo (OGM ou GMO) sementes geneticamente modificadas, a fim de monopolizar a indústria de sementes em todo o mundo e, assim, criar mais receita.

Uma maneira que eles foram capazes de monopolizar a indústria de sementes é através de um acordo com o FMI - Fundo Monetário Internacional. Quando os países estão em dívida, eles podem pedir ao FMI empréstimos para rejuvenescer a economia. Algumas das condições do empréstimo do FMI incluem práticas sustentáveis do país que deve ser implementadas a fim de revitalizar a economia com o desenvolvimento agrícola. No entanto, uma das condições do FMI inclui o acesso preferencial aos mercados por conglomerados agrícolas, como a Monsanto. Países afetados pela Monsanto incluem Índia, México, Libéria e Paraguai. Os agricultores são obrigados a usar as sementes geneticamente modificadas, sem saber, sem saber de nada...

Seguem links:



Protesto Global Occupy Monsanto, 17 de Setembro de 2013: http://occupy-monsanto.com/tag/gmo/



Documentário sobre a Monsanto: http://youtu.be/y6leaqoN6Ys (Quando este documentário surgiu, muitas foram às polêmicas em volta dele, inclusive tem nota de esclarecimento da Monsanto em sua página, onde procura se defender). Porém, a Diretora do filme relatou em entrevistas divulgadas pela produção que tentou em vão obter respostas da Monsanto para todas as interrogações, mas que a companhia decidiu "não avaliar" seu documentário.  

“O Mundo segundo a Monsanto" (2008), é um filme que denuncia a gigante dos transgênicos:



A diretora, a francesa Marie-Monique Robin, baseou seu filme em livro de mesmo título. O documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos, que, em 2007, cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto. A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil, Índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGM com a realidade de camponeses mergulhados pelas dívidas com a multinacional, de moradores das imediações das plantações pessoas que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.

Um capítulo do livro, intitulado "Paraguai, Brasil, Argentina: a República Unida da Soja", relata o ingresso desse cultivo nesses países, que estão hoje entre os maiores produtores do mundo, por meio de uma política de fatos consumados que obrigou as autoridades do Brasil e do Paraguai a legalizar centenas de hectares plantados com grãos contrabandeados.


Marie-Monique Robin é uma famosa jornalista independente, que, em 2004, gravou um documentário sobre a Operação Condor chamado "Esquadrões da Morte: A Escola Francesa"- para o qual entrevistou vários dos maiores repressores das ditaduras militares dos anos 70.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Movimento Estratégico Estado Laico:




Conheça o site do Movimento Estratégico pelo Estado Laico – MEEL, coletivo horizontal de movimentos sociais, organizações da sociedade civil, organizações religiosas e outros atores sociais que reconhecem a laicidade do Estado como um elemento fundamental para assegurar a efetivação dos direitos humanos e o aperfeiçoamento da democracia no Brasil.




Traca um Voltaire que Fica Cult



"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las".
(Zorro)

Esta é uma das frases feitas que mais tenho visto, ultimamente, aqui pelo face. Trabalhada em posts refinados, citada nas madrugadas como livre pensamento e, pior, citada em meio a debates calorosos. Percebi que quando o interlocutor não tem mais argumentos, ele traca o Voltaire e tudo fica cult. Claro que é cult! Mas, me digam uma coisa, falem a verdade, devem ter lido lá no livro do Voltaire, né? Aquele livro.... aquele... lembra? Não vai me dizer que copiou do PENSADOR Uol? Dai é que nem citar o Zorro ou o Mike Mouse.


Ai tá serto! 

Acredito que o Voltaire ficaria feliz de ver sua citação tornar-se tão famosa na contemporaneidade, justamente como artificio das liberdades civis que tanto defendeu, bem como, upa da vida ao ver fundamentalistas religiosos usarem a frase feita para justificar suas práticas alienantes, justamente ele, um pensador que criticou o poder da igreja.

Oh Candidos otimistas vamos Voltaire pros livros e sair um pouco do face e assemelhados da internet... Ou aproveitem a net para baixar os livros e ler.

Convido-vos em nome da arrogância do saber, bairrista, filosófica, subversiva e chinelona a ler Candido ou o Otimismo, depois a gente lê o Tratado Sobre a Tolerância de 1763, ou vcs acharam que o Voltaire nasceu ontem, capaz... ele foi discípulo do Sócrates e ainda fez parte da revolução sexual da década de 60 com o povo paz e amor.

Não perdoem este ser arrogante que se irritou profundamente, nem perdoem Voltaire quando ele falou da natureza manipuladora das religiões organizadas nas Cartas Inglesas ou Cartas Filosóficas. Quem sabe, depois de tudo isso a gente ainda aproveita para ler alguma coisa do Rousseau e bebemos vinho... tlvz... quem sabe por fim, então gostaria mais de beber a água de vossa fonte do que o leite de vossas vacas. E quanto às plantas de vosso jardim, eu temo não encontrar senão a lótus que não é mais que a pastagem dos animais, ou a moli que impede os homens de evoluir.

Lembranças ao Liberalismo e aos supostos defensores da liberdade - Liberdade pra mim! Pra ti Não!

Alguém conhece o Cabaret Voltaire?

(Anakin Skywalker)

"Tão pouco civilizado!"
(Obi-Wan Kenobi após matar Grievous)
 — em França.



sábado, 8 de junho de 2013

Maquiável



Mesmo tendo sido publicado há quase 500 anos, "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel, tem lições para nossa vida que são muito atuais...


"Vale mais ser amado ou temido? O ideal é ser as duas coisas, mas como é difícil reunir as duas coisas, é muito mais seguro - quando uma delas tiver que faltar - ser temido do que amado. Porque, dos homens em geral, se pode dizer o seguinte: que são ingratos, volúveis, fingidos e dissimulados, fugidios ao perigo, ávidos do ganho. E enquanto lhes fazeis bem, são todos vossos e oferecem-vos a família, os bens pessoais, a vida, os descendentes, desde que a necessidade esteja bem longe. Mas quando ela se avizinha, contra vós se revoltam. E aquele príncipe que tiver confiado naquelas promessas, como fundamento do ser poder, encontrando-se desprovido de outras precauções, está perdido. É que as amizades que se adquirem através das riquezas, e não com grandeza e nobreza de carácter, compram-se, mas não se pode contar com elas nos momentos de adversidade. Os homens sentem menos inibição em ofender alguém que se faça amar do que outro que se faça temer, porque a amizade implica um vínculo de obrigações, o qual, devido à maldade dos homens, em qualquer altura se rompe, conforme as conveniências. O temor, por seu turno, implica o medo de uma punição, que nunca mais se extingue. No entanto, o príncipe deve fazer-se temer, de modo que, senão conseguir obter a estima, também não concite o ódio."

(Cap. XVII - Da crueldade e da piedade; se é melhor ser amado que temido, ou antes temido do que amado) (adaptado)

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