*A Peste Oníricaé um delírio subversivo. Postamos aqui nossas réles "produçõezinhas"; nossos momentâneos surtos de divagações em nome do Real do Simbólico e do Imaginário. Estão aqui nossos ensaios para que possamos alçar outros vôos num futuro próximo. Aproveitem os links, os materiais, as imagens, as viagens. Sorvam nossas angústias, nossas dores e masquem nossa pulsão como se fosse um chiclete borrachento com sabor de nada. Pirateiem, copiem, contribuam e comentem para que possamos alimentar nosso narcisismo projetivo. E sorvam de nossa libido, se assim desejarem.
Para se divertir nesses dias
frios (e nos outros tb), uma listinha humilde com 445 livros anarquistas EM
PORTUGUÊS disponíveis gratuitamente para download.
Entre os autores estão: Malatesta, Kroptkin, Bakunin, além de coletivos como o
Grupo Krisis e Solidarity.
É por essas e por outras que amamos a internet!
Entre no site, siga os passos e
corre pro abraço! Pode-se baixar individualmente ou todo pacote. Observe a
lista de livros no site..!
As três novas teologias contemporâneas (Teologias que respondem ao novo homem da contemporaneidade)
- A Auto Ajuda (Teologia da Autoestima):
Quem escreve ganha
dinheiro, logo é autoajuda, ou seja, ajuda a quem escreveu o livro. A autoajuda
tem dois dogmas teológicos: 1° Se você não se amar, ninguém vai te amar. 2° O
que você pensa acontece. É uma teologia vaidosa e que nos torna deuses
demiurgos, o que eu penso acontece. Ex, livro “O Segredo”. Podemos empurrar a
autora de um prédio e dizer a ela: “Agora voa, pensa que você pode voar, por
que o que você pensa acontece”. A auto
ajuda é uma teologia porque nos faz crer que somos deuses.
- Teologia da Prosperidade: (A teologia das
igrejas neopentecostais):
“Reze e você sairá do
SERASA!”; “Acredite que você adquirirá teu carro novo!”; “Siga essa religião
que você alcançará a gloria!”; “Adquira essa fé e você se tornará uma pessoa
bem sucedida!" Nesta teologia não encontramos mais o deus sofredor
crucificado, aquele deus de tradição medieval. Encontramos o deus vitorioso.
“Com Jesus, eu venço minhas dívidas!”. Ninguém mais prega o deus sofredor, ele
não tem mais lugar. Um deus sofredor não orna mais. Pois, nós queremos um deus
vitorioso de sucesso. Um Cristo na cruz, chicoteado e sofrendo no deserto, não
é mais o modelo para as pessoas. O Cristo vitorioso é o modelo ideal, pois, ele
me faz vencer naquilo que me atrapalha, principalmente no êxito material; na
família feliz, na saúde perfeita. Com este Cristo livre e vitorioso os bens
materiais, também são conquistados a partir da fé.
Historicamente a
Teologia da Prosperidade, é um ensino surgido nas primeiras décadas do século
XX nos Estados Unidos, a partir da interpretação de alguns textos bíblicos como
Gênesis 17.7, Marcos 11.23-24 e Lucas 11.9-10. Aqueles que são verdadeiramente
fiéis a Deus devem desfrutar de uma excelente situação na área financeira. O
pioneiro desse movimento foi o estado-unidense E. W. Kenyon, enquanto o maior
divulgador foi Kenneth Hagin, que influenciou a muitos pregadores nos Estados
Unidos que ganharam reconhecimento mundial. (É bem bacana pesquisar estes nomes
na Wikipédia)
No Brasil, igrejas que
não negam tal ensino são: a Igreja Universal do Reino de Deus, do Bispo Macedo;
a Igreja Internacional da Graça de Deus, do Missionário R. R. Soares; os dissidentes
da IURD, a Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada pelo Apóstolo Waldemiro
Santiago; também os dissidente da Igreja Universal, a Igreja Apostólica
Renascer em Cristo, fundada pelo casal Estevam e Sônia Hernandes; além da
Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, de Valnice Milhomens.
Edir Macedo, Silas
Malafaia, Waldemiro Santiago e o estadunidense Pat Robertson***, que chama essa
teoria de "Lei da Reciprocidade", são defensores da Teologia da
Prosperidade pregando, em suas igrejas, para a salvação e sucesso de seus
seguidores.
***Marion Gordon
"Pat" Robertson é pastor pentecostal, advogado e ex-candidato à
presidência da República dos Estados Unidos e criador do clube dos 700. Fundou
a rede de televisão TBN, Christian Broadcasting Network e a Christian
Coalization, organização destinada a influenciar a política norte-americana.
Foi acusado de colaborar com o ditador Charles Taylor, da Libéria, em troca dos
direitos de exploração de uma mina de diamantes, utilizando-se desonestamente
de meios destinados à caridade (Operação Blessing). Pat Robertson também é
conhecido por afirmações polêmicas sobre vários temas, como, por exemplo, ter
dito que Hugo Chávez deve ser assassinado.
O programa 700 Club (O
Clube 700, no Brasil é veiculado pela Rede 21) recebeu esse nome porque
Robertson conseguiu reunir 700 empresários para financiar o programa. Desde
então passou a ser um programa religioso. Após as eleições de 1988 passou a ser
mais do que um programa religioso. Robertson passou a fazer mais frequentemente
comentários políticos. Entre as afirmações feitas estão a de que Jesus voltaria
em 1982.
Também condenou o
feminismo dizendo que é "matar os seus filhos, praticar feitiçaria,
destruir o capitalismo e tornarem-se lésbicas".
Pat Robertson disse que
os ataques de 11 de Setembro foram "juízos da ira divina contra os
homossexuais, ateus e liberais".
Recentemente, afirmou
que a sequência de desastres naturais são um sinal da volta de Jesus, para
iniciar uma "nova era".
Pat Robertson também é
defensor do criacionismo, chegando a condenar a cidade de Dover por não ter
aceitado o criacionismo nas escolas pública.
Ele também disse que a
doença de Ariel Sharon foi castigo divino por ter "dividido a terra de
Israel". Foi muito criticado pela Liga Anti-Difamação.
Pat Robertson,
em1960 criou a primeira
rede de televisão cristã, a CBN, emVirginia Beach. Hoje, está presente em mais de 70 países. A
Criação pioneira de Pat influenciou a criação, em várias partes do mundo, dos
canais religiosos, em sua maioria pertencentes as igrejas neopentecostais.
- Teologia do Empreendedorismo: (usada, também, como
modelo espiritual uni-se a Teologia da Prosperidade):
Hoje, empreendedorismo é
a pedra de toque de todas as pessoas, especialmente no mercado, para entenderem
que sucesso e fracasso só podem existir se você não tiver ou não conseguir
controlar seu empreendedorismo. Empreendedorismo é a chave do futuro.
Empreendedorismo é
tudo!
A ideia de
empreendedorismo é uma das ideias teológicas mais insidiosas, porque traz para
dentro de mim a censura. Se eu fracassei a culpa é minha. É a internalização
absoluta dessa censura. O sucesso é minha responsabilidade, o fracasso é minha
culpa. Ele (sucesso) ajuda as pessoas porque ele estabelece que coragem,
ousadia, autoestima, iniciativa, fazem parte do sujeito vitorioso. Isto é o
empreendedorismo como processo. O novo homem que atinge a salvação não é mais
São Francisco, não é mais Santo Antônio, não é mais Tomás de Aquino, mas é o
empreendedor. Ele é o modelo de uma teologia imanente, uma teologia da matéria,
que atingindo aquele ponto leva os outros à felicidade.
Este novo homem adquire
a salvação mediante sua iniciativa pessoal, tal como o homem medieval, mas não
é uma iniciativa pessoal em busca de um além, mas é de um hic et nunc,
de um aqui e agora. E o inferno dessa teologia é o fracasso financeiro e
pessoal. Para isso, há livros sobre empreendedorismo. Para isso há treinadores
pessoais que fazem coach, que ficam dizendo "você precisa
confiar em você", "você precisa ter metas", "você precisa
se desenvolver", "você precisa colocar essas metas e repetir 'eu
posso', 'eu sou vitorioso'". Isso que, há alguns anos seria tido como
esquizofrenia ou bipolaridade, hoje é tido como consistência pessoal. O inferno
atual é o fracasso. Vai para o inferno quem não tem iniciativa. Vai para o
inferno quem não se planeja. Vai para o inferno a pessoa que não tem metas. Vai
para o inferno a pessoa pessimista. Este é o inferno atual. Aquele pessimista
que possivelmente seria salvo na Idade Média, hoje ele é o condenado.
Nós precisamos
estabelecer medidas para esse empreendedor. Há uma nova soteriologia - sotero,
em grego, salvador. Há uma nova teologia da salvação. Esta salvação não é mais
uma salvação abstrata ou metafísica. Esta salvação é uma nova forma de evitar
os seguintes pecados, pecados que todo RH, que são os novos departamentos
teológicos do planeta, sabem: quem não é pró-ativo, quem não colabora com a
sinergia da empresa, quem não veste a camiseta, quem não tem metas, quem não
recebe aquela notícia "vamos fazer um treinamento sabe lá onde",
"oba! É tudo o que eu quero! Que bom! É a coisa que eu mais gosto", e
assim por diante, quem não tem criatividade, e assim por diante, quem não sai
da caixinha, e outras fórmulas catequético-teológicas. São fórmulas e essas
fórmulas são feitas, como toda teologia, para prometer felicidade, como toda
teologia, para dizer quem erra, quem é pecador, e como toda teologia, se baseia
numa prática em grego, ascesis, ascese, que é a prática teológica. E para
isso vocês precisam de atividades e novos cultos, e esses cultos litúrgicos, em
qualquer empresa hoje se chamam reuniões. As reuniões, como toda liturgia,
tratam de um tema abstrato. Tem que ter fé para acreditar na reunião. Existe um
sacerdote oficiante e existe um rito. Este rito tem frases ditas por um e
repetidas por todos. Há uns anos era "o Senhor esteja convosco",
"Ele está no meio de nós". Hoje é "bem-vindos à nossa
reunião" e as pessoas sorriem porque é importante ser feliz. Pelo menos é
importante parecer ser feliz para fazer parte da equipe, porque essa não é uma
equipe de losers, é uma equipe de winners. Gente
vitoriosa cresce.
“Dentro dessa ideia do empreendedorismo, é muito curioso que nós nunca fizemos
tantas coisas e nunca fomos tão improdutivos na história humana”.
(Compilação da Apresentação, “Os velhos e os
novos pecados”, Leandro Karnal, no Café Filosófico):
Largo Vespasiano Julio Veppo, 77, Centro – Porto Alegre - RS
O desamparo é uma
experiência fundamental da condição humana e é em torno dela que se constitui a
posição do sujeito no laço social. Freud faz do estado de desamparo
(hilflosigkeit) um conceito de referência em sua obra, enfatizando-o como o
protótipo das situações traumáticas, geradoras de angústia no adulto, pois o
confronta, no tempo presente, com a impotência de seu estado de desamparo
infantil originário. Segundo ele, o mal-estar, a infelicidade e as situações
traumáticas nos chegam de três direções: do sofrimento de nosso próprio corpo,
do mundo externo e das insatisfações ou da violência desencadeadas pelas
relações com os outros. O sofrimento proveniente desta última talvez seja o
mais penoso de todos eles.
A cultura com que
procuramos fazer frente à condição humana e seu inevitável mal-estar nos
defronta com inúmeras situações de vulnerabilidade em seu movimento permanente
de conflito entre civilização e barbárie. Em todas estas situações, o sujeito
está diretamente implicado. Quando somos atingidos, o catastrófico se articula
com o desamparo estrutural e somos confrontados com o trauma do real
irrepresentável.
O desamparo e as
diferentes vulnerabilidades colocam um desafio para a clínica da psicanálise em
extensão. Propomos com esta III Jornada do Instituto APPOA abrirmos o debate
sobre nossas intervenções fundadas no desejo do analista e na ética da
Psicanálise.
PROGRAMA:
Sexta-feira, 23/08/2013
17:30 – Inscrições
18:00 – Abertura – Jaime Alberto Betts (APPOA, Diretor do Instituto APPOA)
Lançamento da Revista da APPOA nº 41/42 – Psicanálise: invenção e intervenção
18:30 – Conferência – O desejo do analista face ao desamparo contemporâneo -
Caterina Koltai (psicanalista, PUCSP)
20:00 – Mesa 1- Passagens:Sujeito e Cultura – Catástrofe e Representação
A colaboração da psicanálise na construção do acolhimento às vítimas do
incêndio na Boate Kiss – Volnei Antonio Dassoler (APPOA, Instituto APPOA,
Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria)
É possível falar sobre esta tragédia? – Luciana Portella Kohlrausch (APPOA,
Instituto APPOA) Imagens apesar da catástrofe – Robson de Freitas Pereira
(APPOA, Instituto APPOA)
Coordenação: Norton Dal Follo da Rosa Jr. (APPOA, Instituto APPOA)
Sábado, 24/08/2013
9:30 – Mesa 2 - Psicanálise e Educação: O que pode a psicanálise no campo da
educação?
Educação impossível? Gerson Pinho (APPOA, Instituto APPOA, Centro Lydia Coriat)
e Larissa Scherer (APPOA, Instituto APPOA)
Crise do vínculo educativo – Roseli Cabistani (APPOA, Instituto APPOA, UFRGS) e
Cristina Pinto Gomes Mairesse (Psicóloga, UNIFIN)
Coordenação: Sonia Ogiba (APPOA, Instituto APPOA)
11:00 – Intervalo
11:15 – Mesa 3 - Psicanálise, Políticas Públicas e Saúde Mental
A clínica e as práticas de cuidado na rede de atenção à infância e adolescência
– Ieda Prates (APPOA, Instituto APPOA, supervisora de CAPSi) e Tatiane Reis
Vianna (APPOA, Instituto APPOA, CIAPS/HPSP)
Brincando de tráfico? Notas sobre o proibicionismo e a internação compulsória –
Sandra Djambolakdjian Torossian (APPOA, Instituto APPOA, UFRGS)
A Casa dos Cata-Ventos: uma aposta na dimensão política do brincar – Anderson
Beltrame Pedroso (Casa dos Cata-Ventos, consultor UNESCO/PIM)
Coordenação: Renata M. C. de Almeida (APPOA, Instituto APPOA, Casa dos
Cata-Ventos)
12:45 – Almoço
14:30 – Mesa 4 - O Desejo do Analista nas Práticas Institucionais
Apoio matricial, uma clínica em extensão – Elaine Rosner Silveira (Secretaria
Municipal de Saúde de Porto Alegre)
“Secretários do alienado”? A psicose e a instituição psicanalítica – Siloé Rey
(APPOA, Instituto APPOA, ULBRA) e Liz Nunes Ramos (APPOA, Instituto APPOA)
Coordenação: Marcia Helena de Menezes Ribeiro (APPOA, Instituto APPOA)
16:00 – Mesa 5 - Imigrantes, Exilados e Refugiados
Do exílio ao asilo: escutas clínicas – Barbara Conte, Alexei Indursky, Daniela
Feijó e Liege Didonet (Sigmund Freud Associação Psicanalítica)
Os tempos do luto – Ana Maria Medeiros da Costa (APPOA, Instituto APPOA, UERJ)
Coordenação: Otávio Winck Nunes (APPOA, Instituto APPOA)
17:30 – Intervalo
17:45 – Conferência – O desamparo da saúde mental infanto-juvenil – Nilson
Sibemberg (APPOA, Instituto APPOA, Centro Lydia Coriat, CAPS-CAIS Mental Centro
- Porto Alegre)
Coordenação: Lucia Serrano Pereira (APPOA, Instituto APPOA)
19:15 – Encerramento
Valores para inscrição:
Após 17/08 e no evento,
se ainda houver lugares: Associados - R$ 90,00; Estudantes de Graduação ou
recém-formados* R$ 100,00; Profissionais - R$ 110,00
• Inscrições pelo site www.appoa.com.br . Após
efetuar o pagamento da sua inscrição pelo site, enviar por fax ou por e-mail o
comprovante de pagamento devidamente preenchido.
• Inscrições mediante depósito bancário, para Banco Itaú, agência 0604,
conta-corrente: 32910-2 ou Banco Banrisul, agência 0032, conta-corrente
06.039893.0-4. Neste caso, enviar, por fax ou e-mail, o comprovante de
pagamento devidamente preenchido, para a inscrição ser efetivada.
* Estudantes de GRADUAÇÃO e recém-formados até 2 anos devem enviar comprovante
por e-mail ou fax.
• Inscrições para grupos informe-se na Secretaria da APPOA.
I
AM é a história de Tom Shadyac, um diretor de sucesso em
Hollywood, que após um perigoso ferimento na cabeça e experimenta uma jornada
para tentar descobrir e responder duas questões bem básicas: “O que está
errado no mundo?” e “Que podemos fazer sobre isso?” Com uma equipe de quatro
pessoas, Tom visita algumas das grandes mentes dos dias de hoje, incluindo
escritores, poetas, professores líderes religiosos e cientistas (Howard Zinn,
Lynn McTaggart, Desmond Tutu, Thom Harmann, Coleman Barks), buscando descobrir
o fundamental problema endêmico que causa todos os outros problemas, refletindo
simultaneamente em suas próprias escolhas de excesso, ambição e possível cura.
E se a solução para os problemas do mundo estivesse bem na nossa frente o tempo
todo?
Postagem meio “troncha”, mas
compactuando que devemos assistir algumas coisas para provocar outras... Documentário
naquela linha autoajuda (BULLSHIT), onde somos rodeados por vários cifrões
imaginários... e, apregoados de felicidade passageira. Mesma linha de “O
Segredo”, “Quem somos nós”, “Al Gore” e por ai vai. Oferecer, de certa forma,
aquilo que se deseja. Porém, tirem suas próprias conclusões. Vou tentar utilizar
este documentário para fazer um contra ponto com Nietzsche.
"Os mais preocupados perguntam hoje: “Como
se conserva o homem? Zaratustra
pergunta, é o primeiro e único a fazê-lo: Como será o homem superado?”
(Nietzsche, em "Assim Falou
Zaratustra")
Zaratustra proclama a falência
da civilização e a aurora de uma nova era. É o anúncio de que o homem deve
superar a si mesmo, à sua potencialidade negada. Procurando sacudir o velho
homem, que vivia enclausurado no seu pessimismo e ilusão, o novo pretende ser
substituto daquele. O superar típico do super-homem, entendido como ato de
abertura para o nada ou para o sagrado, nada mais é do que a própria vontade de
poder. O super-homem como superação implica a dimensão do divino, que, segundo
Nietzsche, seria um “ponto” na vontade de poder. Sendo assim, o divino não é
uma coisa separada do homem, tampouco uma realidade para fora de si e que tem
poder de manipulação, mas o divino e o humano se encontram no ato contínuo e
ininterrupto de superação do objeto conhecido e, por conseguinte, na
consciência do não-poder em relação ao não-objeto, isto é, ao nada.
Entre
minhas obras ocupa o meu Zaratustra um lugar à parte. Com ele, fiz à humanidade
o maior presente que até agora lhe foi feito (...) é também o mais profundo, o
nascido da mais oculta riqueza da verdade, poço inesgotável onde balde nenhum
desce sem que volte repleto de ouro e bondade. Aqui não fala nenhum “profeta”,
nenhum daqueles horrendos híbridos de doença e vontade de poder chamados
fundadores de religiões. É preciso antes de tudo ouvir corretamente o som que
sai desta boca, este som alciônico, para não se fazer deplorável injustiça ao
sentido de sua sabedoria. (NIETZSCHE, 1995, p. 19).
Precipitar o homem cada vez
mais no abismo é uma experiência necessária da qual decorrerá a aceitação incondicional
de todo acontecer. Levado isso em conta, é preciso insistir no fato de que a
negação de Deus como valor supremo coloca o homem diante de uma experiência de
superação de si: “Deus é uma suposição; mas quem beberia, sem morrer, todo o
tormento dessa suposição?” (NIETZSCHE, 1995, p. 100). É nesse sentido que o
surgimento do além-do-homem depende de todo um labor do homem sobre si mesmo,
de uma criação de si como forma de se redimir de sua humanidade: “Criar – essa
é a grande redenção do sofrimento, é o que torna a vida mais leve. Mas, para
que o criador exista, são deveras necessários o sofrimento e muitas
transformações” (NIETZSCHE, 1995, p. 101). Essa ideia de que o homem é apenas
um momento de transição para algo de melhor ou superior. Nietzsche fornece
pistas de que somente o ato de criar é capaz de redimir o homem de sua própria condição
e lançá-lo para além de si mesmo:
Mas
novamente e sempre para os homens, impele-me a minha ardente vontade de criar;
do mesmo modo é o martelo impelido para a pedra. Ah, dorme na pedra para mim, ó
homens, uma estátua, a imagem das minhas imagens! Ai de mim, que ela deva
dormir na pedra mais dura e mais feia! Agora, enfurece cruelmente o meu martelo
contra a sua prisão. Despede a pedra um pó de estilhaços; que me importa? Quero
concluir a estátua: porque uma sombra veio a mim – a mais silenciosa e leve de
todas as coisas veio a mim! A beleza do além-do-homem veio a mim como uma
sombra. Ah, meus irmãos! Que ainda me importam – os deuses!” (Assim falou Zaratustra
NIETZSCHE, 1995, p.101).
Abaixa
o Nietzsche, Assim Falou Zaratustra: (Sabotagem,
Salve, salve):
La obra Otras Geografías.
Experiencias de autonomías en México, reúne ancestrales y renovados procesos de
autonomías entre los mayas zapatistas de Chiapas; inéditas formas de organizar
la seguridad pública y de impartir justicia en el contexto multiétnico que es
la Montaña de Guerrero; justicia entre los triquis de Oaxaca luego de largas
décadas de represión estatal-caciquil y de violencia fratricida; el control del
territorio y el autogobierno del pueblo yaqui, símbolo de resistencia
histórica; formas de comunicación para ejercer el derecho a preservar y
desarrollar la cultura y la identidad, recuperar la voz en Suljaa’, Guerrero y
San Juan Copala, Oaxaca.
Lo que constata la vigencia y
desarrollo de los procesos autonómicos entre los diversos pueblos indígenas en
sus múltiples formas, dependiendo de contextos regionales específicos.
Algumas coisas para nos indagarmos e deixarmos fluir uma angústia criadora:
A democracia* e a
liberdade de expressão estão em cheque! O sistema está sendo questionando
mundialmente por milhões de pessoas...
*Democracia que não era
democracia... Mas, uma servidão voluntária...
Baudrillard, filósofo e sociólogo francês, criou a ideia de hiper-realidade,
segundo a qual vivemos na era das simulações, onde construímos hiper-realidades
na tentativa de ressuscitar aquilo que consideramos real, e que nos escapa... É
uma representação da realidade que possui uma ordem referencial que somente
reina sobre o próprio referencial. Possui um poder determinado que só pode ser
exercido sobre um mundo determinado, mas, que não exerce nenhum poder sobre a
recorrência indefinida da simulação, como podemos observar com o advento da
crise - crise econômica, crise da democracia.
Vivemos atualmente na tentativa de reproduzir os próprios modelos de resgate de
uma experiência áurea dos séculos passados. Parece existir uma impossibilidade
de rompimento de desconstrução.
Os pobres continuam
pobres! E os remediados?. Se há melhoras na educação, não há emprego; se há
boas estruturas de transporte, não se pode pagar os pedágios, carro, o ônibus;
vive-se mais tempo, mas com menos qualidade de vida; há melhor sistema de
saúde, mas não se pode contar com ele; há maior liberdade, mas a democracia
está doente.
A questão fundamental parece ser essa: indagamos se essa democracia continua
sendo um instrumento real através do qual o povo se governa, elegendo seus mandatários
entre as diversas tendências ideológicas (Corporativas) que formam maiorias
parlamentares e devem, teoricamente, interpretar a vontade da população. Ou se
a democracia é hoje refém da burocracia do sistema financeiro, que toma
decisões no interesse de poucos, com o consentimento deliberado dos políticos.
Será que a democracia se tornou refém da hiper-realidade ou a democracia em si
faz parte desta hiper-realidade?
(*)
Segue Documentário: A "Servidão Moderna" que é um
livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente
independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos
lugares alternativos na França e na América latina. O texto foi escrito na
Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio
de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi
elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de
ficção e de documentários.
Texto completo do
Documentário em PDF (Jean- François Brient):
Acontecerá em Porto
Alegre o VI Seminário de Estudos em Análise do Discurso, de 15 à 18 de Outubro
de 2013. Evento bianual, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras e ao
Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e acontece em
Porto Alegre, desde o ano de 2003.
Nas suas cinco edições
– e sob a perspectiva das que ainda virão, mantendo seu caráter bianual – o
SEAD seguiu basicamente a mesma proposta: o aprofundamento teórico e analítico
das noções caras aos analistas do discurso, com uma interlocução com outras
áreas com que esta disciplina faz fronteira, como Arte, Psicanálise, História,
Antropologia, Filosofia, Jornalismo, Sociologia, Ciência Política, Literatura.
Faz um par de anos que várias
entidades e ações civis vêm denunciando a Multinacional Monsanto. Nada
acontece! E continuamos a consumir tantos produtos que estão diretamente
ligados a esta empresa, direta ou indiretamente. Não se enganem em pensar que
consumimos alimentos saudáveis porque são produzidos aqui e acola com segurança.
Vide a soja transgênica, que é produzida de forma massiva em nosso País
(Brasil). Vários produtos são fabricados com estas sementes e nós e os animais,
que depois também são consumidos, formamos uma grande cadeia, onde tudo está
interligado. Vocês já perceberam os índices de câncer, como estão alarmantes?
Enfim, encontrei uma
notícia sobre o Vietnã, com informações terríveis sobre crianças malformadas
por conta do Agente Laranja. Não vou postar as fotos, pois são muito horríveis,
mas deixo alguns fragmentos da matéria pra gente pensar.
"Desde o início da
pulverização, há 51 anos, e até hoje, milhões de vietnamitas morreram, ou foram
completamente incapacitado por doenças que o governo dos EUA reconhecem que
estão relacionados com o agente laranja para fins de concessão de compensações
para veteranos do Vietnã nos Estados Unidos. Os vietnamitas, que eram as
vítimas pretendidos desta pulverização, experimentaram o mais intenso e
terrível impacto na saúde humana e na devastação ambiental. Segunda e terceira
gerações de crianças, nascidas de pais expostos durante a guerra e em áreas de
pesadas pulverizações, chamadas de pontos quentes, sofrem deformidades
indescritíveis que as autoridades médicas atribuem à dioxina no Agente
Laranja".
"Os vietnamitas,
expostos ao produto sofrem de câncer, danos ao fígado, doenças pulmonares e
cardíacas, defeitos de capacidade reprodutiva e da pele e distúrbios do sistema
nervoso. Seus filhos e netos têm graves deformidades físicas, deficiências
físicas e mentais, doenças e períodos de vida mais curtos. As florestas e
selvas, em grande parte do sul do Vietnã, foram devastadas e desnudadas. Seculares
habitats foram destruídos e não irão gerar a mesma diversidade de centenas de
anos. Os animais, que habitavam as florestas e selvas, estão ameaçados de
extinção, prejudicando as comunidades que dependiam deles. Os rios e águas
subterrâneas em algumas áreas também foram contaminados. A erosão e a
desertificação irão mudar o ambiente, fazendo um deslocamento da cultura e da
vida animal".
"Nos últimos 51
anos, o povo vietnamita têm tentado resolver este legado da guerra, tentando
obter dos Estados Unidos e das empresas químicas uma responsabilização deste
pesadelo que continua em andamento. Mas, uma das grandes opositoras, chama-se
Monsanto...”
A Monsanto tem
afiliação e proteção com/do pentágono?
O presidente Barack
Obama assinou o HR 933 uma disposição chamada a Lei de Proteção Monsanto.
Os ativistas estão
furiosos com a assinatura backdoor da Lei de Proteção da Monsanto para uma
série de razões. O ato seria proteger a Monsanto de ser processada por perdas e
danos à saúde causados pelo uso de suas culturas geneticamente modificadas.
Além disso, se danos à saúde foram descobertos com o uso de alimentos
geneticamente modificados, o governo dos Estados Unidos não seria capaz de
bani-los do consumo.
Ou seja, estamos Ferrados
mesmo!
A Monsanto criou o
organismo (OGM ou GMO) sementes geneticamente modificadas, a fim de monopolizar
a indústria de sementes em todo o mundo e, assim, criar mais receita.
Uma maneira que eles
foram capazes de monopolizar a indústria de sementes é através de um acordo com
o FMI - Fundo Monetário Internacional. Quando os países estão em dívida, eles
podem pedir ao FMI empréstimos para rejuvenescer a economia. Algumas das
condições do empréstimo do FMI incluem práticas sustentáveis do país que deve
ser implementadas a fim de revitalizar a economia com o desenvolvimento
agrícola. No entanto, uma das condições do FMI inclui o acesso preferencial aos
mercados por conglomerados agrícolas, como a Monsanto. Países afetados pela
Monsanto incluem Índia, México, Libéria e Paraguai. Os agricultores são
obrigados a usar as sementes geneticamente modificadas, sem saber, sem saber de
nada...
Documentário sobre a
Monsanto: http://youtu.be/y6leaqoN6Ys(Quando este documentário surgiu, muitas foram às polêmicas em volta dele,
inclusive tem nota de esclarecimento da Monsanto em sua página, onde procura se
defender). Porém, a Diretora do filme relatou em entrevistas divulgadas pela
produção que tentou em vão obter respostas da Monsanto para todas as
interrogações, mas que a companhia decidiu "não avaliar" seu
documentário.
“O Mundo segundo a
Monsanto" (2008), é um filme que denuncia a gigante dos transgênicos:
A diretora, a francesa
Marie-Monique Robin, baseou seu filme em livro de mesmo título. O documentário
destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos,
que, em 2007, cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas
patenteadas em 90% pela Monsanto. A pesquisa durou três anos e a levou aos
Estados Unidos e a países como Brasil, Índia, Paraguai e México, comparando as
virtudes proclamadas dos OGM com a realidade de camponeses mergulhados pelas
dívidas com a multinacional, de moradores das imediações das plantações pessoas
que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas
pelas espécies transgênicas.
Um capítulo do livro,
intitulado "Paraguai, Brasil, Argentina: a República Unida da Soja",
relata o ingresso desse cultivo nesses países, que estão hoje entre os maiores
produtores do mundo, por meio de uma política de fatos consumados que obrigou
as autoridades do Brasil e do Paraguai a legalizar centenas de hectares
plantados com grãos contrabandeados.
Marie-Monique Robin é
uma famosa jornalista independente, que, em 2004, gravou um documentário sobre
a Operação Condor chamado "Esquadrões da Morte: A Escola Francesa"-
para o qual entrevistou vários dos maiores repressores das ditaduras militares
dos anos 70.
Conheça o site do
Movimento Estratégico pelo Estado Laico – MEEL, coletivo horizontal de
movimentos sociais, organizações da sociedade civil, organizações religiosas e
outros atores sociais que reconhecem a laicidade do Estado como um elemento
fundamental para assegurar a efetivação dos direitos humanos e o
aperfeiçoamento da democracia no Brasil.
"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las".
(Zorro)
Esta é uma das frases feitas que mais tenho visto, ultimamente, aqui pelo face. Trabalhada em posts refinados, citada nas madrugadas como livre pensamento e, pior, citada em meio a debates calorosos. Percebi que quando o interlocutor não tem mais argumentos, ele traca o Voltaire e tudo fica cult. Claro que é cult! Mas, me digam uma coisa, falem a verdade, devem ter lido lá no livro do Voltaire, né? Aquele livro.... aquele... lembra? Não vai me dizer que copiou do PENSADOR Uol? Dai é que nem citar o Zorro ou o Mike Mouse.
Ai tá serto!
Acredito que o Voltaire ficaria feliz de ver sua citação tornar-se tão famosa na contemporaneidade, justamente como artificio das liberdades civis que tanto defendeu, bem como, upa da vida ao ver fundamentalistas religiosos usarem a frase feita para justificar suas práticas alienantes, justamente ele, um pensador que criticou o poder da igreja.
Oh Candidos otimistas vamos Voltaire pros livros e sair um pouco do face e assemelhados da internet... Ou aproveitem a net para baixar os livros e ler.
Convido-vos em nome da arrogância do saber, bairrista, filosófica, subversiva e chinelona a ler Candido ou o Otimismo, depois a gente lê o Tratado Sobre a Tolerância de 1763, ou vcs acharam que o Voltaire nasceu ontem, capaz... ele foi discípulo do Sócrates e ainda fez parte da revolução sexual da década de 60 com o povo paz e amor.
Não perdoem este ser arrogante que se irritou profundamente, nem perdoem Voltaire quando ele falou da natureza manipuladora das religiões organizadas nas Cartas Inglesas ou Cartas Filosóficas. Quem sabe, depois de tudo isso a gente ainda aproveita para ler alguma coisa do Rousseau e bebemos vinho... tlvz... quem sabe por fim, então gostaria mais de beber a água de vossa fonte do que o leite de vossas vacas. E quanto às plantas de vosso jardim, eu temo não encontrar senão a lótus que não é mais que a pastagem dos animais, ou a moli que impede os homens de evoluir.
Lembranças ao Liberalismo e aos supostos defensores da liberdade - Liberdade pra mim! Pra ti Não!
Mesmo tendo sido publicado há quase 500 anos, "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel, tem lições para nossa vida que são muito atuais...
"Vale mais ser amado ou temido? O ideal é ser as duas coisas, mas como é difícil reunir as duas coisas, é muito mais seguro - quando uma delas tiver que faltar - ser temido do que amado. Porque, dos homens em geral, se pode dizer o seguinte: que são ingratos, volúveis, fingidos e dissimulados, fugidios ao perigo, ávidos do ganho. E enquanto lhes fazeis bem, são todos vossos e oferecem-vos a família, os bens pessoais, a vida, os descendentes, desde que a necessidade esteja bem longe. Mas quando ela se avizinha, contra vós se revoltam. E aquele príncipe que tiver confiado naquelas promessas, como fundamento do ser poder, encontrando-se desprovido de outras precauções, está perdido. É que as amizades que se adquirem através das riquezas, e não com grandeza e nobreza de carácter, compram-se, mas não se pode contar com elas nos momentos de adversidade. Os homens sentem menos inibição em ofender alguém que se faça amar do que outro que se faça temer, porque a amizade implica um vínculo de obrigações, o qual, devido à maldade dos homens, em qualquer altura se rompe, conforme as conveniências. O temor, por seu turno, implica o medo de uma punição, que nunca mais se extingue. No entanto, o príncipe deve fazer-se temer, de modo que, senão conseguir obter a estima, também não concite o ódio."
(Cap. XVII - Da crueldade e da piedade; se é melhor ser amado que temido, ou antes temido do que amado) (adaptado)