Quadro "O Pesadelo" de Henry Fuseli (1741-1825)

* A Peste Onírica é um delírio subversivo. Postamos aqui nossas réles "produçõezinhas"; nossos momentâneos surtos de divagações em nome do Real do Simbólico e do Imaginário. Estão aqui nossos ensaios para que possamos alçar outros vôos num futuro próximo. Aproveitem os links, os materiais, as imagens, as viagens. Sorvam nossas angústias, nossas dores e masquem nossa pulsão como se fosse um chiclete borrachento com sabor de nada. Pirateiem, copiem, contribuam e comentem para que possamos alimentar nosso narcisismo projetivo. E sorvam de nossa libido, se assim desejarem.


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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Leminskanções: Música e Poesia de Paulo Leminski

Estrela Ruiz Leminski selecionou um diversidade fantástica de canções da obra musical de Paulo Leminski, o poeta marginal de Curitiba, para o álbum 'Leminskanções'.

O disco duplo separa-se em dois momentos distintos da obra de Leminski – o disco um, 'Essa Noite Vai ter Sol', apresenta um punhado de composições próprias do poeta, enquanto o disco dois, 'Se nem for Terra, se Transformar', mostra diversas parcerias com grandes nomes da música brasileira, como Itamar Assumpção, Moraes Moreira, Zé Miguel Wisnik, Edvaldo Santana e até William Shakespeare.

Com produção musical de Fred Ferreira e Natalia Malo, o álbum trás participações especiais de gente como Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Zelia Duncan, Ná Ozzetti, Serena Assumpção e Bernardo Bravo. Os músicos que gravaram o disco com a cantora receberam o nome de 'Os Paulêra', enquanto ela se apresenta agora como Estrelinski.

Vai lá e abaixa o disco no Eu Ovo: http://euovo.blogspot.com.br/

Eu Ovo Som no Face.

lemisnki

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Cotas, Racismo, Música, Black Power e Panteras Negras:

 

Essa música vai no coração:

 

("Vc teria por ele o mesmo amor, se Jesus fosse um homem de cor?")

Enquanto continuamos a debater as cotas raciais no Brasil, temos os que querem as cotas para negros, e os que a rejeitam, todos com bons argumentos. Principalmente para nós que debatemos em nossas salas de aula, aonde, na maioria das vezes, nem sequer existe um estudante negro.

A questão não são as cotas, são os negros, mas tememos dizer isso diretamente, então encontramos racionalismos polidos em argumentos que escondem nosso racismo histórico. Poucos de nós, branquelos, sabem dizer dos movimentos negros do Brasil, que dirá no mundo. Estes movimentos são moções para garantias de direitos. Nas décadas de 60 e 70 surgiu no Mundo um movimento chamado Black Power que trouxe muitas influências ao Brasil, principalmente culturais ligadas a música. Em 1977 o Rio de Janeiro vivia a gênese dos bailes black, imensas aglomerações populares em torno da soul music, do funk e do orgulho negro.

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Um artista brasileiro (cantor, compositor) chamado Toni Tornado, desafiou a ditadura militar, com um gestual e repertório que lembravam o radicalismo dos Panteras Negras. O auge da transgressão foi em 1971, quando apresentou, junto com a cantora Elis Regina, a música “Black is beautiful”: (http://youtu.be/wvsyRzO5Ie8)

 

Durante a canção, Tornado cerrou os punhos, fazendo o gesto que caracteriza os Black Panthers, o que ocasionou sua prisão ainda no palco, do qual saiu algemado.

Não bastasse a polêmica performance, a musica sugere a superioridade do homem negro em relação ao branco e retrata o desejo de uma branca de “integrar seu sangue europeu” ao de um negro, invertendo a lógica das relações sexuais no Brasil que normativamente se dariam entre a mulher negra e um homem branco – relações estas que causaram um ressentimento muito grande na sociedade brasileira da época.

Existe democracia racial no Brasil?

Quem foram os Panteras Negras?

http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_dos_Panteras_Negras

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pantera negra

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Nosso Século - Documentos Sonoros:



Na década de 1970 e 1980, no Brasil foi muito comum a edição em fascículos de diversas obras culturais, tais como enciclopédias, manuais e outros de caráter educativo, que eram vendidas em bancas de jornais. Era uma forma de adquirir cultura a prestação. No final de cada obra, compravam-se as capas duras e as encadernava. Algumas dessas obras, como forma de atração mercadológica, costumavam oferecer brindes. Hoje, com as possibilidades tecnológicas são muitas e muitas tentações nas bancas de revista.

Uma das obras que marcou foi a coleção chamada "Nosso Século", lançada em 1980, pela Editora Abril, que tinha como objetivo resgatar a memória histórica do Brasil, em diversos aspectos, apresentando os fatos ocorridos no Século XX, até 1979. Como parte integrante da obra e como brinde dessa coleção foi oferecido um álbum em vinil LP, chamado "Documentos Sonoros do Século Focado". O interessante desse disco é que ele apresenta em forma de narrativa e com ilustrações em áudio  uma coletânea dos principais momentos da música brasileira, de jingles famosos apresentados no Rádio e de discursos políticos do período de 1900 a 1979. A parte narrativa contou com a voz de Sérgio Viotti. Vale a pena ouvir e viajar no tempo...










terça-feira, 15 de outubro de 2013

Punk Freud:


Quero uma festa Punk...

Quero uma festa que não tenha Stones
Gosto muito deles, mas quero os Ramones
Quero uma festa que não tenha Beatles
Se é pra recordar prefiro Sex Pistols


Quero uma festa Punk...


Replicantes:



domingo, 25 de agosto de 2013

Uma Imagem, Uma Música, Uma Poesia e Um Matema:


Uma Imagem:





Uma Música:


(Liliana Iciksonas)


Uma Poesia:


Poema em Linha Reta:


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
(…)
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.



 (Fernando Pessoa -  Álvaro de Campos)



Um Matema:





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