Quadro "O Pesadelo" de Henry Fuseli (1741-1825)

* A Peste Onírica é um delírio subversivo. Postamos aqui nossas réles "produçõezinhas"; nossos momentâneos surtos de divagações em nome do Real do Simbólico e do Imaginário. Estão aqui nossos ensaios para que possamos alçar outros vôos num futuro próximo. Aproveitem os links, os materiais, as imagens, as viagens. Sorvam nossas angústias, nossas dores e masquem nossa pulsão como se fosse um chiclete borrachento com sabor de nada. Pirateiem, copiem, contribuam e comentem para que possamos alimentar nosso narcisismo projetivo. E sorvam de nossa libido, se assim desejarem.


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sábado, 6 de setembro de 2014

Os 50 Anos do Golpe Militar no Brasil. (Correio da APPOA 256):

“mesmo assim quero ver a guerra
de perto, bem de perto.
até a guerra
sumir no risco ferido da
mão”
(Manoel Ricardo de Lima)

 

O Correio da APPOA - Associação Psicanalítica de Porto Alegre, nº 256, julho de 2014, trouxe a temática “OS 50 ANOS DO GOLPE MILITAR NO BRASIL”.

Editorial - Marta Pedó

Temática
Sobre os rastros e restos deixados pela ditadura civil-militar brasileira - Gabriela Weber Itaquy
Vidas mutiladas (ainda) - Edson Luiz André de Sousa
Memória, memoriais e o futuro dos que sonharam e dos que sonham com a democracia - Paulo Endo
E o Exílio? - Flávia Schilling
Daqueles tempos - Ana Costa

Abaixar na integra: http://www.appoa.com.br/correio/edicao/236/sumario/107

 

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Foto: Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Espetáculo de rua: “O Amargo Santo da Purificação”. Uma Visão Alegórica e Barroca da Vida, Paixão e Morte do Revolucionário Carlos Marighella” conta a história deste herói popular, que lutou contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar, e que os setores dominantes tentaram banir da cena nacional durante décadas. O espetáculo é um painel dos principais acontecimentos que ocorreram no nosso país no século XX.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Brasil: 50 anos do golpe civil-militar (Entrevista com Rosa Cardoso):

 

Em Abril deste ano completa-se 50 anos do golpe militar no Brasil. Nesta entrevista a Professora Rosa nos traz algumas notícias que a CNV tem investigado nestes 2 anos de atuação.

 

 

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) foi criada pela Lei 12528/2011 e instituída em 16 de maio de 2012. A CNV tem por finalidade apurar graves violações de Direitos Humanos ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988.

Membros

Gilson Dipp

José Carlos Dias

José Paulo Cavalcanti Filho

Maria Rita Kehl

Paulo Sérgio Pinheiro

Pedro Dallari

Rosa Maria Cardoso da Cunha

*Comissão Nacional da Verdade: http://www.cnv.gov.br/index.php

Rosa Maria Cardoso da Cunha (13 de dezembro de 1946) é advogada e professora universitária. Graduada em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1969, é mestre em direito penal pela USP e fez o curso de doutorado em ciência política pelo Iuperj, atualmente vinculado a UERJ. Criminalista, atuou em defesa de presos políticos no RJ, SP e no DF. Na advocacia tem trabalhado particularmente nos delitos previstos na legislação penal especial. Integrou o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (1999/2002) e foi Secretária Adjunta de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (91/94). É professora concursada da UFF e convidada de diversas outras universidades. É autora de livros jurídicos e sobre política. Foi a quarta coordenadora da CNV, entre maio e agosto de 2013.

Curiosidade: Rosa foi advogada da Presidente Dilma Rousseff que passou quase três anos presa entre 1970 e 1972 acusada de terrorismo pela ditadura militar brasileira.

 

dilma terrorista saudade

Saudade da Dilma Terrorista!!!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A Psicanálise Brasileira nos Porões da Ditadura:

 

O Lobo, o Carneiro e a psicanálise

Essa é uma história de horror. Uma estranha mistura de envolvimento de um médico candidato a psicanalista com a tortura, e mais a conivência, cumplicidade e covardia de entidades psicanalíticas

por Emiliano José — publicado 12/02/2014 na Carta Capital.

amilcar lobo

Amilcar Lobo, em novembro de 1968, inscreve-se como candidato à formação analítica na Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (SPRJ), uma das entidades ligadas à International Psychoanalitical Association (IPA). Queria ser psicanalista. No final de 1969, forma-se em Medicina, presta serviço militar no Exército e, no início de 1970, passa a servir no DOI-CODI do Rio de Janeiro. Isso mesmo: servir ao aparato da repressão, ser um dos executores do terror.

E continua sua formação psicanalítica. Até 1974, por longos quatro anos, “dá assistência” aos presos políticos antes, durante e depois das sessões de torturas. Atende pelo nome de Dr. Carneiro – será que há alguma explicação psicanalítica para o codinome? Talvez Freud explicasse. O lobo e o cordeiro, desculpem, carneiro.

Antes, faz “prevenção”: indaga sobre alguma doença, pergunta do coração, se há algum problema cardíaco, ausculta, tenta descobrir quais os limites do preso, qual o seu provável grau de resistência, quem sabe tente fazer um perfil psicológico – afinal, está fazendo formação para analista. Domina alguma coisa da alma humana, ou pretende dominar. Um laboratório, estranho laboratório para a formação de uma analista.

Durante, testa até que ponto a vítima pode aguentar o suplício. Acompanha os choques, o pau-de-arara, a pancadaria, a selvageria. Olha com atenção o estado do preso: é assistente da tortura, em duplo sentido. Está fazendo sua formação para analista naquele laboratório do terror.

Depois, cuida dos farrapos saídos das torturas, prepara-os para nova rodada. Conversa com os farrapos, observa o estado de cada um deles. Objetos de seus estudos, certamente. Serve ao DOI-CODI, na rua Barão de Mesquita, onde tanta gente foi assassinada, e à “Casa da Morte”, em Petrópolis, de onde uma única presa saiu viva, Inês Etienne Romeu. A história macabra de Lobo é relativamente conhecida exatamente pelo corajoso testemunho de Inês.

Dia desses, ao acaso, e sei lá se há acaso na vida, a psicanálise costuma responder não a essa indagação, peguei o livro de Cecília Coimbra – Guardiães da Ordem: uma viagem pelas práticas psi no Brasil do “Milagre”, da Oficina do Autor, 1995 –, e me surpreendi ao ler os relatos sobre o procedimento de entidades psicanalíticas. Cecília faz um relato precioso sobre a trajetória de Lobo e o envolvimento covarde e cúmplice das entidades psicanalíticas. O caso de Lobo explodiu primeiro na Argentina, na revista Questionamos número 2, coordenada pela psicanalista argentina Marie Langer, em 1973. A denúncia chegara através do jornal Voz Operária, do PCB.

Graças à coragem da psicanalista Helena Besserman Viana, do Rio de Janeiro, outras denúncias são feitas na França, nos EUA, no Canadá e na Espanha. Chegam ao conhecimento do então presidente da IPA,fundada por Freud em 1910, Serge Lebovici. A SPRJ defende Lobo perante a IPA – “é uma calúnia”. E pede o testemunho do comandante do I Exército, general Sílvio Frota, um dos mais cruéis dirigentes da tortura no País, que naturalmente defende o seu assistente.

Isso mesmo: pediu o testemunho de Sílvio Frota. Este, na declaração enviada à SPRJ, afirma, em sua declaração de apoio a Lobo, que com ela pretende “desfazer intrigas e aleivosias assacadas proposital e maldosamente por inimigos do regime e seus patronos”. Destaca que Lobo “sempre teve procedimento digno e humano”. Veja-se até onde foi a entidade. A IPA, lamentavelmente, aceita a explicação da SPRJ. Entidades psicanalíticas claramente de braços dados com a ditadura e os torturadores. Quase inacreditável, mas verdadeiro.

De passagem, não custa dizer que a psicanalista Helena Viana é implacavelmente perseguida pela Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ), também vinculada à IPA. Quando em 1975 requer sua inscrição na entidade como membro titular – era associada desde 1970 – enfrenta um sem-número de acusações, todas de natureza política. É acusada de ter denunciado Lobo, um torturador, e isso constituía um pecado para a entidade.

Ao invés de incriminar o médico-torturador-candidato a analista, transforma Helena em ré. Acusam-na de ter “uma posição política conhecida e ser devidamente registrada no DOPS, desviando-se dos padrões éticos exigidos de ‘neutralidade’ no exercício profissional”. Ou seja, ser neutro – e Freud acreditava em neutralidade? há algum ser neutro na humanidade? – significava não se imiscuir em denúncias de regimes ditatoriais e menos ainda denunciar um torturador. A psicanalista foi a Londres conversar com a direção da IPA, que covardemente prefere aceitar a versão de Leão Cabernite, então presidente da SPRJ, “de que tais acusações (contra o médico-torturador, analisando-torturador) não passam de interesses ocultos para denegrir a psicanálise”.

Os incessantes rumores sobre o caso Lobo, no entanto, para além dos esforços para abafá-lo, criam desconforto, incômodo na SPRJ – o que diria Freud, hein? O desconforto era sintoma de quê? O incômodo ou desconforto cresce de maneira a provocar, em meados dos anos 70, o afastamento voluntário de Lobo da entidade. Ele, no entanto, não consegue esconder as garras. Numa conferência de WilfredBion, no Rio de Janeiro, aproxima-se de Helena Viana, e sussurra ao ouvido dela: “tome cuidado, você pode ser dar mal, algo pode lhe acontecer”. Hélio Pellegrino e Eduardo Mascarenhas, psicanalistas conhecidos, são perseguidos e expulsos da SPRJ por lembrarem a denúncia da revista Questionamos. A posição da entidade era muito clara, portanto. Também não escondia as garras. Afinal, Lobo, a SPRJ e a SBPRJ e a IPA estavam articuladas na defesa de Lobo.

Se as entidades psicanalíticas evidenciam sua cumplicidade com a ditadura e com a tortura, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) não lava as mãos. Em 1988, cassa o direito de Lobo de exercer a profissão, cassação ratificada pelo Conselho Federal de Medicina. Leão Cabernite e Ernesto La Porta, psicanalistas e orientadores na formação analítica de Lobo, seus ardorosos defensores (o que diria Freud, hein?), são cassados pelo CREMERJ e o Conselho Federal, lamentavelmente, não confirma a decisão.

Os argumentos da SPRJ na defesa de Lobo são impressionantes pela desfaçatez, pela tentativa de escamotear o fato dele ser um torturador, ou pela naturalização da tortura. O orientador dele na última fase – é, Lobo poderia se tornar um psicanalista, insistamos! –, Leão Cabernite, afirmou, sem rodeios, que o trabalho de análise de seu analisando foi inviabilizada pelos “rumores” de que fosse torturador: “foi contaminada pela intromissão da realidade externa”.

Isso: a realidade externa, essa entidade perversa, não pode e não deve imiscuir-se na formação de um analista. Não importa como o analisando se situe no mundo. Interessa apenas a redoma da psicanálise, o mundo privado do analista e do analisando. O mundo mesmo, que fique lá fora, que não turve a mente do analista e nem do analisando. Cabernite afirmava nunca ter sido político, e que “a ideologia dele era a psicanálise”. Freud deu voltas no túmulo!

As denúncias da Questionamos, para o orientador de Lobo, eram características de “órgãos estrangeiros, hostis à psicanálise”. Só faltou dizer explicitamente ser coisa de comunistas. Não custa lembrar que muitos psicanalistas argentinos tiveram que sair às pressas do País quando sobreveio a ditadura, em março de 1976. A diáspora da psicanálise argentina ocasionada pela ditadura é relativamente conhecida. Era o diabo da realidade externa chegando, banhada em sangue.

Esse episódio evidencia o quanto a política (ou a realidade) invade todos os territórios. O quanto alcança a intimidade da psicanálise. O mal estar na cultura (ou na civilização) se modifica de acordo com as mutações da vida política, da cultura, da civilização. Algum analista pode hoje desconhecer as velozes mutações desse século XXI? O mundo ao derredor? Podia desconhecer a violência, o total desrespeito aos direitos humanos por parte das ditaduras na América Latina de então? Podia fazer ouvidos de mercador diante da tortura?

Não creio. A psicanálise não está à parte do mundo. Vive no furacão da realidade externa, onde o ser humano sofre as dores da existência, tem que se debater com tais dores. Nem o analista, nem o analisando podem fazer de conta que o mundo não existe. E não há muro: sempre há que se ter posição política. Analistas, inclusive. Ainda bem que a história cobra, desnuda. E Freud explica.

No mesmo livro de Cecília Coimbra, há um testemunho de Regina Chnaiderman, psicanalista, primeira tradutora de Lacan para português, início dos anos 70, onde ela afirma que a análise é um processo de desalienação:

- Os pacientes não são materiais de análise a explorar como fontes de teorização ou a transformar em indivíduos normais. Os pacientes têm que se fazer, se auto-alertar, e pelo processo analítico, criar um novo segmento de sua história e, no caso mais geral, aceder pela primeira vez explicitamente a uma historicidade ao mesmo tempo singular e coletiva.

História e psicanálise andam juntas, mesmo que alguns analistas pretendam-se à parte do mundo. O singular e o coletivo se encontram. Dialogam. E a história, não tem jeito, nunca absolverá o doutor Lobo-Carneiro, o candidato a analista, que só não chegou à condição de psicanalista devido ao demônio, santo demônio, da realidade externa, dessa cruel figura chamada história. Parabéns a Cecília, também vítima da ditadura, pelo seu excelente trabalho. Esse texto é uma homenagem a ela e a todos que não vêem a psicanálise encerrada entre quatro paredes e que a defendem como um processo emancipador dos indivíduos e da humanidade.

 

cecilia coimbra

sábado, 16 de abril de 2011

Documentário "O dia que Durou 21 Anos"

Passeata do Cem Mil - Brasil 1968

Os anos de chumbo no Brasil aparecem como uma memória rasa. E tudo que possa vir em  lembrança desta época, da Ditadura Militar, parece ser um delírio. Classificam esta parte da história como uma subversão. As resistências são tão poderosas que a ditadura continua a cometer censuras e barreiras. Quando digo que é um delírio, é porque tem um mecanismo em nossa sociedade que tenta fazer, desta memória, uma coisa que não existiu. E quando alguém mostra, ou se mostra publicamente, sobre o tema do golpe militar de 64, ele corre o risco de ser taxativamente, classificado como um louco. Existe uma questão obscura que oculta um passado de resistência e morte.  

Existem grupos que defendem intempestivamente este momento histórico, cultuam os pressupostos deste período com relativo gozo de prazer. Acreditam eles que a sociedade deveria se pautar nos princípios do período militar e, ainda, voltar ao estado de ditadura. Anseiam pela volta da Doutrina Nacional, com conceitos que foram incorporados nos mais diversos materiais de estudo das academias militares e, mesmo, em segmentos da educação. Quanto a esta última, muitas coisas, felizmente se transformaram e se transformam continuamente. A Doutrina Nacional contém princípios destinados a manter um status quo. Tais princípios evidenciam a figura do inimigo público, rotulado de comunismo ateu, perverso, expansionista, agitador e desestabilizador da ordem constituída. Então, todo aquele que questionar é necessariamente um inimigo. Eles  refutam os Direitos Humanos, desqualificando e negando a diferança dos homens, das classes e de suas aspirações de liberdade.

Desqualificar aqueles que anseiam pela abertura de nossa memória é praxe de alguns grupos dentro da sociedade brasileira. Nos assusta um pouco, quando estes grupos, tem se mostrado, ultimamente nos meios de comunicação, mas, principalmente nas mídias eletrônicas e alternativas. Penso, que eles, de certa forma, se fortalecem nos meios alternativos e se expressão da forma mais violenta e cruel, a exemplo, o preconceito selvagem contra homossexuais, nordestinos, negros e outros grupos das minorias organizadas. Lógico, que o preconceito não se restringe a seguidores da doutrina dos regimes autoritários. No entanto, eles se aproveitam desta deixa para formar facções que dizem preservar os "bons costumes" da família e da ordem social.

Nós não queremos o terror institucionalizado, pois entendemos que é uma afronta aos Direitos Humanos.
Faz anos que certos setores da sociedade civil lutam e se movimentam para a aberturas dos arquivos da Ditadura, mas sempre encontram entraves e desafios intransponíveis. É triste constatar que a grande maioria dos jovens brasileiros não conhece a história do período militar (Enquanto que a luta contra o regime era composta em sua maioria por jovens estudantes). Eles se encontram num quadro de alienação produzido pela condução histórica de nosso país. Conseguimos grandes êxitos no transcorrer dos anos, mas a memória continua fraca, lenta e resistente. A eleição da Presidente Dilma trouxe à tona muito, daquilo que, ainda, tentam esconder, tanto que, procuraram de todas as formas, classificar a sua história política de militância com atos de difamações grotescos, burros e desprezíveis, quando tentavam associar a sua imagem a um quadro de terrorismo. Avançamos e elegemos no Brasil a primeira mulher, a primeira militante de esquerda que participou ativamente da luta contra a ditadura e a primeira mulher guerrilheira. Mas, precisamos avançar mais, para superar as lacunas de nossa história e resgatar a nossa dignidade - resgatar, acima de tudo a verdade.

Em outros países da América Latina, como a exemplo da Argentina, que também passou por um regime ditatorial violento, com uma cifra de 30 mil mortos e desaparecidos, estabeleceu diferentes mecanismos de apuração das violações de direitos humanos. Muitas pessoas que praticaram de crimes contra os direitos humanos, foram levados ao banco dos réus. O Brasil ainda não fez isso. A luta pela verdade precisa prevalecer.

Disponibilizo aqui no Blogui, para assistir e divulgar o Documentário: "O Dia que Durou 21 Anos" de Flávio Tavares e de Camilo Tavares. 

Este documentário foi exibido na TV Brasil, nem todos viram, nem todos querem ver....

* O documentário expõe a efervescência da sociedade brasileira no período de 64. Para evitar que Goulart chegasse forte às eleições de 1965, foi criado o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que teria dado cobertura às ações dos Estudos Unidos para derrubar João Goulart.


Documentário Completo:




Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3


No Blog do Mello você pode encontrar comentários e outras informações.

*** Material para Download: Projeto Brasil Nunca Mais.

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