Quadro "O Pesadelo" de Henry Fuseli (1741-1825)

* A Peste Onírica é um delírio subversivo. Postamos aqui nossas réles "produçõezinhas"; nossos momentâneos surtos de divagações em nome do Real do Simbólico e do Imaginário. Estão aqui nossos ensaios para que possamos alçar outros vôos num futuro próximo. Aproveitem os links, os materiais, as imagens, as viagens. Sorvam nossas angústias, nossas dores e masquem nossa pulsão como se fosse um chiclete borrachento com sabor de nada. Pirateiem, copiem, contribuam e comentem para que possamos alimentar nosso narcisismo projetivo. E sorvam de nossa libido, se assim desejarem.


sábado, 23 de março de 2013

Espanando a Peste ao som de Kusturica

Retomando e recauchutando o blog da Peste.... vamos reciclar, customizar e passar o espanador...
Vamos ver o que acontece...
Como disse Nelson Rodriguês:
"Sem paixão não dá nem pra chupar um picolé."

Peço desculpas pelo tempo que me afastei, mas foi essencialmente necessário para realizar um intento.
Voltamos e vamos escrever, debater e utopizar o mundo.
 Enquanto espano que tal escutar Emir Kusturica....


"Amor" letal

Por Contardo Calligaris*
Folha de S. Paulo, 31/01/2013

Por que sempre chega um dia em que ninguém aguenta mais cuidar?

Algumas reflexões depois de assistir a "Amor", de Michael Haneke. Adolescente, eu já achava bizarra a certeza com a qual alguns amigos se expressavam: "Se eu ficar 'assim'", diziam, "eu me mato na hora. E, por favor, se eu não me matar, seja generoso comigo, mate-me você”. O "assim" que justificava tamanha convicção dependia de relatos, leituras e filmes --ia desde uma impotência sexual talvez passageira (mas que parecia acabar com o charme da vida) até a condição terrificante do protagonista de "Johnny Vai à Guerra", livro e filme de Dalton Trumbo: o soldado Joe, sem braços, sem pernas, sem rosto, parece ser apenas uma carne disforme, enquanto amente dele continua funcionando. Eu não concordava com a certeza suicida de meus amigos; imaginava que, antes de decidir me matar, seria bom experimentar minha nova condição durante um tempo. Afinal, em geral, as imperfeições nunca impediram os humanos de viver --ao contrário. Na época de minha adolescência, não dispúnhamos do exemplo do físico Stephen Hawking ou de Christy Brown, o protagonista de "Meu Pé Esquerdo", de Jim Sheridan. Em compensação, um amigo de meus pais, severamente inválido, disse-me, uma vez: "Você, por exemplo, não pode voar como as aves e é desafinado como um sino quebrado; ou seja, tem coisas que não pode fazer, e você vai procurar o valor de sua vida em outras coisas, que você pode fazer. Comigo não é diferente". Entendi. Mas me sobrou um certo medo (justamente, pela leitura precoce de "Johnny Vai à Guerra"): poderia acontecer que, de imediato, por causa de um acidente cerebral ou, sei lá, de um incidente de carro, eu me encontrasse numa condição na qual eu não quisesse viver de jeito nenhum e na qual eu não tivesse sequer a capacidade material e mental de pôr fim à minha vida ou de pedir para um próximo que ele me ajudasse a morrer .Anos atrás, conheci alguém realmente preocupado (muito mais do que eu) com essa eventualidade. Ele envelheceu desesperado, oscilando entre o medo de se matar cedo demais, quando ainda poderia viver um tempo que valesse a pena, e o perigo de esperar além da conta e decidir sair de cena quando ele não tivesse mais condição de se matar ou de pedir a alguém que o matasse. O mesmo alguém se consolava pensando assim: no caso extremo em que eu não pudesse mais pedir, quem me ama (ou melhor, quem amava aquela pessoa que eu era antes) saberá decidir que eu, embora impedido de me manifestar por minha invalidez, não estou querendo mais viver. Nessa situação, para quem me ama (ou amava, que seja), me ajudar a morrer seria um gesto de amor. Pois é. Não é tão fácil assim nem tão claro. Na sua coluna de sexta passada, Barbara Gancia escreveu, com razão, que "o fardo de cuidar dos idosos tornou-se um dos maiores dramas da atualidade". Os avanços da medicina fazem que, hoje, sejam cada vez mais numerosos os que cuidam de próximos que sobrevivem transformados pela idade, pela invalidez ou pela demência. E sobrevivem, muitas vezes, tanto irreconhecíveis quanto incapazes de reconhecer os que cuidam deles. Perguntas básicas. 1) Será que o outro que nós amávamos, se ele pudesse escolher, toparia viver como ele está agora? 2) Será que o ser do qual cuidamos hoje é o mesmo que nós amávamos antes do acidente, da invalidez ou da demência? Se ele não for o mesmo, será que esse "novo" ser não tem seus próprios critérios do que é uma vida que valha a pena de ser vivida --critérios diferentes dos do nosso amado de antes? 3) Difícil continuar amando alguém que não nos reconhece mais. Mas será que por isso o deixaríamos morrer --por ele não ser mais aquele ou aquela que amávamos? 4) Por que sempre chega um dia em que ninguém aguenta mais cuidar? É porque o custo (em todos os sentidos) é excessivo e queremos recuperar nossas vidas? Ou é porque é quase impossível fazer o luto de um amado que já se foi, mas continua de corpo presente? Acontece que alguém se suicide depois de ter matado um amado inválido e demente, de quem não consegue mais cuidar. É mais que uma maneira de evitar a culpa: renunciando a viver sem você, confirmo que foi por amor que matei você --ou melhor, que matei o desconhecido que tinha tomado seu lugar. Pois é, foi mesmo por amor que matei você? Ou por vingança, por você ter me deixado sozinho? Seja como for, fica confirmado, embora num sentido inabitual, que o amor resiste dificilmente ao tempo.

*Contardo Calligaris, italiano, é psicanalista, doutor em psicologia clínica e escritor. Ensinou Estudos Culturais na New School de NY e foi professor de antropologia médica na Universidade da Califórnia em Berkeley. Reflete sobre cultura, modernidade e as aventuras do espírito contemporâneo (patológicas e ordinárias). Escreve às quintas na versão impressa de "Ilustrada".

domingo, 9 de outubro de 2011

Cortina de Fumaça: você precisa ouvir o que eles têm a dizer - Documentário


Cortina de Fumaça é um projeto independente movido pela vontade de colaborar na construção de uma sociedade mais equilibrada e alinhada com os princípios de liberdade, diversidade e tolerância.
Um documentário ousado sobre um tema polêmico que interessa a todos e que precisa ser debatido de forma honesta; a política de drogas no Brasil e no mundo, baseada na proibição de determinadas práticas relacionadas a algumas substâncias, precisa ser repensada porque muitas de suas conseqüências diretas, como a violência e a corrupção por exemplo, atingiram níveis inaceitáveis.
“O modelo atual de política de repressão às drogas está firmemente arraigado em preconceitos, temores e visões ideológicas. O tema se transformou em um tabu que inibe o debate público por sua identificação com o crime, bloqueia a informação e confina os consumidores de drogas em círculos fechados, onde se tornam ainda mais vulneráveis à ação do crime organizado”. Relatório da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia (2009).

O documentário de 88 minutos traz informação fundamentada para o grande público através de depoimentos nacionais e internacionais. Além do Brasil, o diretor Rodrigo Mac Niven gravou na Inglaterra, Espanha, Holanda, Suíça, Argentina e Estados Unidos; visitou feiras e congressos internacionais, hospitais, prisões e instituições para conversar com médicos, neurocientistas, psiquiatras, policiais, advogados, juízes de direito, pesquisadores e representantes de movimentos civis. Dentre os 34 entrevistados, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso; o Ministro da Suprema Corte da Argentina, Raúl Zaffaroni; o ensaista e filósofo espanhol autor do tratado “Historia General de Las Drogas”, Antonio Escohotado, o ex-Chefe do Estado Geral Maior do Rio de Janeiro, Jorge da Silva e o criminalista Nilo Batista.
O filme fala sobre a relação entre o homem e as drogas psicoativas; revela a discordância entre a atual classificação das drogas e o conhecimento científico sobre essas substâncias; discute a situação particular da Cannabis (maconha), seu uso industrial e medicinal; levanta fatos relacionados ao surgimento dos projetos proibicionista e aponta para o colapso social que algumas cidades, como o Rio de Janeiro, vivem por causa da violência e da corrupção.
O filme foi produzido, escrito e dirigido pelo jornalista Rodrigo Mac Niven, numa co-produção entre a J.R. Mac Niven Produções e a TVa2 Produções.

Para o diretor, “é preciso instigar os indivíduos a repensarem a sociedade porque ela está em constante mutação. As pessoas desconhecem informações fundamentais que determinam uma política de drogas que interfere diretamente na vida delas, na liberdade delas, na segurança delas. Uma política que ignora princípios e direitos universais de liberdade e soberania. Muita gente está lucrando com isso e quem sofre é a sociedade que não consegue enxergar tamanha é a desinformação”.



Documentário Completo You Tube:




***Documentário no Vimeo: http://vimeo.com/22144223 (Pode fazer Download autorizado pelo autor)

***Neip – Núcleo de estudos interdisciplinares sobre psicoativos: http://www.neip.info/index.php




Maria Rita Kehl: "Drogas e Psicanálise"

Conferência da psicanalista Maria Rita Kehl: "Drogas e Psicanálise", no Café Filosófico da TV Cultura.
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Link do Café: http://www.cefetsp.br/edu/eso/culturainformacao/drogaspsicanalise2.html

sábado, 8 de outubro de 2011

LACAN Obras Completas Download (atualizado link)

(Jovem Lacan pegando um bronzeado)


"Herdo de Freud, muito à minha revelia, por ter enunciado de modo propício o que podia ser extraído com boa lógica da lengalenga daqueles que ele chamou de seu bando, e que não tenho necessidade de nomear. Trata-se daquela cambada que acompanhava as reuniões de Viena e da qual se pode dizer que ninguém seguiu a via por mim chamada de boa lógica."

"Depois que Adão nomeou os animais, Evida (a mãe dos vivos) será a primeira a se servir da língua para falar com a serpente." ( Jacques Lacan, O Sinthoma - Livro 23, 1975-1976)

Para os despossuídos da Obra de Jacques Lacan mas, ávidos por consumi-la e devora-la, eis a oportunidade de baixar a obra completa. Não se reprimam, nem se assustem com a tradução em espanhol, estejam certos de que a loucura é a mesma, não importa a língua. Aliás, a língua é o melhor que temos.


*** Links: para baixar a Obra de Jacques Lacan:

O Scribd tem umas frescuras para poder baixar, mas dá pra encarar. (É preciso fazer cadastro e upar alguma coisa em troca dos downloads)



Conjunto de livros sobre psicanálise (INCLUINDO OBRA COMPLETA DO LACAN) no PirateBay que podem ser resgatados pelo torrent. O arquivo contém um conjunto de 109 livros sobre/de psicanálise, com 3,61 GB, todos em língua portuguesa.
http://thepiratebay.se/torrent/8240165

(É PRECISO BAIXAR O APLICATIVO utorrent, Se liguem nessa baixaria, pois, vem junto com o negócio, se não cuidarem, o incomodo ASK - (Ask Toolbar) que perturba nossos navegadores.)

Sugestão: entre no site acima, clique com o botão direito em GET THIS TORRENT, clique em "copiar endereço do link", abra o programa utorrent (http://download-new.utorrent.com/…/utorrent/os/windows/trac…), clique em Arquivo, clique em Adicionar Torrent da URL e dê enter. Caso não queira baixar todos os arquivos, vá na guia 'Arquivos' do utorrent, selecione os livros que você não quiser baixar, clique com o botão direito em cima deles e clique em 'Não baixar'. Para saber em que pasta seus livros estão indo, clique em Opções > preferências > diretórios.

(Com as recentes mudanças, proibições, perseguições e processos muitas ferramentas da net, links etc deixaram de funcionar)
Para baixar no Shared, se faz necessário um cadastro e senha, de resto é só correr pro abraço). Boa leitura!

*Caso este novo link não funcione, favor deixar mensagem. Reatualizado em 30.11.2014.



"Havia um tempo em que eu era um pouco dado a alardes. Dizia como Picasso - Eu não procuro, acho. Mas agora me custa mais trilhar meu caminho." (Jacques Lacan)
                                                                                                                                                                                         

sábado, 10 de setembro de 2011

Entrevista com Michael Foucault



Esta mini-entrevista de Michel Foucault (1926-1984) fue publicada en un diario italiano el 11 de septiembre de 1981, a dos días de la muerte de Lacan.

-J. Nobécourt -Suele decirse que Lacan ha sido el protagonista  de "una revolución del psicoanálisis". ¿Piensa que es exacta y aceptable esta definición de "revolucionario"?

M. F.-Yo creo que Lacan habría rechazado ese término de "revolucionario" y la idea misma de una revolución en psicoanálisis. Él quería simplemente ser "psicoanalista". Lo que a sus ojos suponía una violenta ruptura con todo lo que tendiera a hacer que el psicoanálisis dependiera de la psiquiatría, o a hacerlo un capítulo algo sofístico de la psicología. Él quería sustraer al psicoanálisis de la proximidad, que consideraba peligrosa, de la medicina y las instituciones médicas. Buscaba en él no un proceso de normalización de los comportamientos, sino una teoría del sujeto. Es porque, pese a la apariencia de un discurso extremadamente especulativo, su pensamiento no era ajeno a los esfuerzos que se habían hecho para cuestionar las prácticas de la medicina mental.

-Si Lacan, como usted dice, no ha sido un revolucionario, es totalmente cierto que sus obras han tenido una influencia muy grande en la cultura en las últimas décadas. ¿Qué es lo que ha cambiado después de Lacan en los modos de ser de la cultura?

M. F.- ¿Qué ha cambiado? Si me remonto a los años cincuenta, la época donde el estudiante que yo era leía las obras de Lévi-Strauss y los primeros textos de Lacan, me parece que la novedad era la siguiente: descubríamos que la filosofía y las ciencias humanas vivían sobre una concepción muy tradicional del sujeto, y que no era suficiente decir, con algunos, que el sujeto era radicalmente libre, y con otros, que estaba determinado por condiciones sociales. Nosotros descubrimos que había que buscar liberar todo lo que se esconde detrás del empleo aparentemente simple del pronombre "yo" [je]. El sujeto, una cosa compleja, frágil, de la que es tan difícil hablar, y sin la cual no podemos hablar.

-Lacan tuvo muchos adversarios. Fue acusado de hermetismo y de "terrorismo intelectual". ¿Qué piensa de esas acusaciones?

M. F.- Pienso que el hermetismo de Lacan se debía al hecho de que él quería que la lectura de sus textos no fuera simplemente una "toma de conciencia" de sus ideas. Él quería que el lector se descubriera él mismo [lui-même] como sujeto del deseo a través de esta lectura. Lacan quería que la obscuridad de sus Escritos fuera la complejidad misma del sujeto, y que el trabajo necesario para comprenderlo fuera un trabajo a realizar sobre sí mismo [soi-même]. En cuanto al "terrorismo", solamente subrayaré una cosa: Lacan no ejercía ningún poder institucional. Los que lo escuchaban querían escucharlo, precisamente. Solo aterrorizaba a los que tenían miedo. La influencia que uno ejerce nunca puede ser un poder que se impone.

(Trad. Gabriel Meraz)

Lacan, le "libérateur" de la psychanalyse, de Dits et écrits (IV) , Gallimard, Paris, 1994, pp. 204-205.

***Esta postagem encontra-se originalmente no Blog La Biblioteca del Psicoanalista y su Escritório. Blog de Gabriel Meraz. Endereço: http://bibliotecadelpsicoanalista.blogspot.com/

sábado, 3 de setembro de 2011

Psicanálise e Sexualidade na Contemporaneidade

A Semana Acadêmica de Psicologia da Unijuí aconteceu, passou... E, não consegui postar, com antecedência, a divulgação do evento. Mas, quero marcar o acontecido e postar a capa, para sempre que possível, voltar e lembrar como uma das melhores Semanas de estudo que tive nos últimos anos. Com certeza inspirou muitos sujeitos!


“(..) O sujeito do inconsciente não é pobre ou rico, branco ou negro, tampouco, homem ou mulher. É em sua relação com a alteridade em que para ele consistem a linguagem, a família, a sociedade, enfim, todos os elementos do que Lacan denominou o Outro, que o sujeito vai sexuar-se, definir-se homem ou mulher, e definir também seus demais atributos.”
 (Luciano Elia)





quarta-feira, 20 de julho de 2011

Da palavra errante



Por Gonzalo Penalvo Rohleder, 14 de julho de 2011

Uma velha sabedoria diz que "toda palavra é um erro". Faz sentido, a palavra sempre falha em representar aquilo que é particular, único e amplo numa alma. Palavra é símbolo, é limitada, espera interpretação, é deformada pela interpretação, ganha vida com a interpretação.

 A palavra é um erro, é verdade, mas essa é só meia verdade. Ela também é acerto, pois é tentativa de expressar o que se move sem palavras dentro de nós. A própria vida é constante ensaio e incompletude, e acaso a vida é um erro por ser incompleta?
  
Persistente e teimosa peregrina é a palavra, com uma vontade de ferro em seus percalços à busca de mencionar o que não pode ser dito. Insistente como é, chega a vacilar às vezes, mas logo encontra outros caminhos para seguir adiante - e quanto mais tortuosos mais verdadeiros me parecem. Ela é um negativo dos estados interiores e a própria vida positivada.
  
Muitas vezes a falta da palavra, o calar constitui um erro.

Que Cheiro tem o Amor?



*** Por Nairana Melo - 19/07/2011...

Ele tinha cheiro de vento norte! Disse uma amiga, numa conversa de bar. Olhares estranhos por segundos... Mas, o que é um cheiro de vento norte?
- Ora! Vocês nunca sentiram o cheiro do vento norte?
Não! Acho que nunca senti cheiro de vento norte! Mas, já senti cheiro de rosas, jasmim, de folhas secas caindo no outono, de inverno, verão, primavera... O amor é o cheiro de quem se ama. O amor é isso, cheiro, que só quem ama sabe descrever. Só quem já amou pode falar do amor. Aqueles que nunca amaram, não sabem retribuir, tampouco, entender o que é um cheiro de vento norte.
Amo porque amo o amor. Não consigo imaginar nada mais belo do que o amor, nada mais embriagante que beber do amor... amar não tem medida, não ora, não tem lugar, só sabemos discursar sobre o amor, quando dele somos tomados.
Amar é dizer de nós. É falar dos nossos desejos, dos nossos sonhos, das nossas esperanças, das nossas fraquezas. Amar é ser por vezes ridículo e, às vezes, loucos.. Nada é pequeno no amor. Quem espera os grandes momentos, para declarar seu amor a alguém, é porque não ama.
Para quem ama, o amor tem cheiro de vento, cheiro de rosas, cheiro de folhas caindo no outono, cheiro de jasmim, cheiro de chá... Cheiro do mundo, cheiro de vida!
Às vezes, esse cheiro nos reporta ao sofrimento. Esse tal amor pode nos doer. Mas, é preciso sofrer e depois de ter sofrido, amar mais ainda, depois de ter amado. Diria Mario Quintana "tão bom morrer de amor e continuar vivendo". É isso o amor, só é amor quando dele tiramos a força para viver e desejar sempre estar ao lado de quem se ama...
Enfim, ele tinha cheiro de vento norte! Tinha cheiro de amor...

Dedicado a todos que um dia já amaram e sabem falar do cheiro do seu amor... 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Utopia do Amor Perfeito - Katerina Koltai (Café Filosófico):




"Lacan situa o amor como divino e Simbólico. Amor como Cortês e Imaginário, mais um masoquismo que amarra corpo e gozo na corda do Real. 
O amor expulsaria, então, o desejo tomando seu lugar?"

"Quanto mais eu faço amor mais eu tenho vontade de fazer a revolução!"

"A Incompletude é dada, mas não há quem nos complete!"

"Amar é um sofrimento constante, mas muito melhor do que o não amar!"



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E Para completar a dose de amor e utopia um sonzinho dos Beatles para seguirmos nesta busca louca por aquilo que não temos e que supomos num outro que tb nada sabe, se tem ou não tem:





Ah o amorrrrrrrrrrrrr....... Eu desejo, logo existo!




"O Amor é necessário para nossa saúde mental..."


domingo, 22 de maio de 2011

Entrevista com Contardo Calligaris no Programa Roda Viva 2010:

Entrevista com Contardo Calligaris no Programa Roda Viva. Vale a pena dar uma espiada. A entrevista foi concedida logo após as eleições presidenciais no Brasil (2010). E, obviamente, Calligaris foi cutucado, para trazer sua opinião sobre isso, já que falou de homens e mulheres...

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domingo, 8 de maio de 2011

Era das Utopias

*Pequei este texto e vídeos do YouTube. Acredito que a ordem dos vídeos não esteja correta, talvez, mesmo repetida... Não tive tempo de corrigir, portanto, postei desta forma meio anárquica. O objetivo é guardar, juntar as coisas para que possa voltar aqui e ter por perto para assistir. 
Estou tomada pela Utopia, penso que mais coisas dentro deste tema se farão presentes. Tudo responsabilidade do Professor Edson Luiz André de Souza que nos mostrou 'Uma Invenção de Utopia'.

Att, 

Lu May

Era das Utopias é uma minissérie de seis episódios divididos em três temas: 'Utopia Socialista', 'Utopia Capitalista' e 'Novas Utopias'. 'Qual sua utopia?' é a pergunta que vai guiar a nova minissérie da TV Brasil, dirigida pelo cineasta Silvio Tendler.

"O que nós queremos de fato é que as idéias voltem a ser perigosas" - Escrito num muro de Paris, 1964

Comentários TV Brasil: Utopia. O substantivo vem das palavras gregas ou e topos, que significam sem lugar. Refere-se a um lugar ou posição ideal, ainda não atingido.
Sonho impossível de realizar.
Ideal inatingível.

"Eu sempre trabalhei muito na questão das ideologias. São vinte anos de pesquisa em torno destas questões ideológicas que pautaram minha geração" - Silvio Tendler

A utopia pela igualdade entre os homens inspirou gerações. O mundo soviético inspirou os sonhadores. Com o fim da II Guerra Mundial, os Estados Unidos são a potência emergente. O american way of life passa a ser o modelo de civilização, quase uma norma. O mundo assiste a um confronto cultural, social, religioso, político e ideológico.

Os primeiros capítulos tratam do surgimento da utopia socialista e todas as suas conseqüências durante o século XX. Já os capítulos referentes à utopia capitalista mostrarão a derrocada do Socialismo com a queda do muro de Berlim, em 1989; os desdobramentos gerados e, tantos outros fatos que nos levaram às novas utopias, derivadas do conflito entre novas tecnologias e velhas mazelas. Para Tendler, a luta das atuais gerações é a preservação do planeta. "Salvar o planeta dos danos causados pela utopia capitalista e pela utopia comunista é a nova utopia", afirma o diretor.

Trailler


Novas Utopias (1)

Novas Utopias (2)


Utopia Capitalista (3)


Utopia Capitalista (4)


Utopia Socialista (5)


Utopia Socialista (6) Final


Para Baixar a série completa e em ordem siga o Link:



Imagens de Utopia

Do pouco que há em mim, ainda... Sobrou uma curiosidade, mas é só imagem. Não sei se dentro tem alguma coisa. Reproduzo essas imagens para quem sabe depois falar.
Escrevi o título como imagens de utopia. Mas qual seria a imagem da utopia? Aqui não tem imagem dela! O que seria esta forma, se é que tem forma?




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