Quadro "O Pesadelo" de Henry Fuseli (1741-1825)

* A Peste Onírica é um delírio subversivo. Postamos aqui nossas réles "produçõezinhas"; nossos momentâneos surtos de divagações em nome do Real do Simbólico e do Imaginário. Estão aqui nossos ensaios para que possamos alçar outros vôos num futuro próximo. Aproveitem os links, os materiais, as imagens, as viagens. Sorvam nossas angústias, nossas dores e masquem nossa pulsão como se fosse um chiclete borrachento com sabor de nada. Pirateiem, copiem, contribuam e comentem para que possamos alimentar nosso narcisismo projetivo. E sorvam de nossa libido, se assim desejarem.


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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O Bolo (de maconha) Curta Metragem:




“Bolo de maconha para festa gay faz doméstica evangélica ter reações intensas, que até então eram reprimidas”.

O curta-metragem “O Bolo” – premiado no Festival do Rio 2010, no Festival Mix Brasil da Diversidade e em festivais internacionais – está disponível na internet para ser assistido na íntegra.

A história gira em torno de Dirce (Fabiula Nascimento), uma doméstica evangélica que perde seus sentidos ao comer um pedaço de bolo da festa que seu patrão gay (Eriberto Leão) deu na noite anterior. Ela só não sabia que o bolo era feito com maconha.

O sucesso do curta foi tão grande que ele será transformado em um longa, com orçamento estimado em R$ 4 milhões. O roteiro está em fase de finalização e deve chegar aos cinemas em 2014. “O Bolo” terá a equipe original do curta.


O Bolo na Integra:




*Um curta engraçadinho, divertido para quem está em depressão ou não tem o que fazer. Gostei. Vontade de comer a Fabiula Nascimento e o bolo. A trilha sonora deu um astral bem bacana. Eita maconha abençoada que desreprime!



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Uruguai a frente da América Latina!


A Legalização da Maconha no Uruguai deixou muitos reaças desconfortáveis e indignados. Nos EUA o desconforto foi generalizado, pois nossos irmãos uruguaios decolaram muito a frente. Isso é Business Intelligence, visto que a batalha contra as drogas demonstrou, no decorrer dos anos, completo fracasso, nada mais justo que agir de forma inteligente. A legalização é uma questão de saúde pública, de impostos e, essencialmente uma mudança de valores, ou seja, sairmos do senso comum, da demonização. Abrir as cortinas da consciência e ter uma nova leitura, uma outra dinâmica para tratar das questões que nos afetam como problemas - um ato de rompimento com os discursos preponderantes. Um ato de vanguarda.

Muito interessante este debate apresentado pelo jornalista Juremir Machado da Silva.

O Uruguai pretende legalizar a maconha até o final deste ano. Essa é uma experiência arriscada? E o Brasil? Há possibilidade que o nosso país siga pelo mesmo caminho? A legalização da maconha mostra que há hierarquia entre as drogas? O debate polêmico entre o professor de Criminologia da PUCRS Augusto Jobim e o professor de Comunicação da PUCRS Jacques Wainberg responde a esses e muitos outros questionamentos.


Argumento Contra Argumento 21/08/13 - Legalização da Maconha. Parte 1:




Parte 2:




A experiência de José Mujica no poder poderia servir de inspiração a outros governos de viés progressista na América do Sul.
Vladimir Safatle | http://bit.ly/14qYsPe


Capa de Outubro/2009, da revista argentina THC:

Para download da revista completa acesse: http://goo.gl/yCx0uR




Maconha Alienígena.

Bora partir pro Uruguai!


domingo, 9 de outubro de 2011

Cortina de Fumaça: você precisa ouvir o que eles têm a dizer - Documentário


Cortina de Fumaça é um projeto independente movido pela vontade de colaborar na construção de uma sociedade mais equilibrada e alinhada com os princípios de liberdade, diversidade e tolerância.
Um documentário ousado sobre um tema polêmico que interessa a todos e que precisa ser debatido de forma honesta; a política de drogas no Brasil e no mundo, baseada na proibição de determinadas práticas relacionadas a algumas substâncias, precisa ser repensada porque muitas de suas conseqüências diretas, como a violência e a corrupção por exemplo, atingiram níveis inaceitáveis.
“O modelo atual de política de repressão às drogas está firmemente arraigado em preconceitos, temores e visões ideológicas. O tema se transformou em um tabu que inibe o debate público por sua identificação com o crime, bloqueia a informação e confina os consumidores de drogas em círculos fechados, onde se tornam ainda mais vulneráveis à ação do crime organizado”. Relatório da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia (2009).

O documentário de 88 minutos traz informação fundamentada para o grande público através de depoimentos nacionais e internacionais. Além do Brasil, o diretor Rodrigo Mac Niven gravou na Inglaterra, Espanha, Holanda, Suíça, Argentina e Estados Unidos; visitou feiras e congressos internacionais, hospitais, prisões e instituições para conversar com médicos, neurocientistas, psiquiatras, policiais, advogados, juízes de direito, pesquisadores e representantes de movimentos civis. Dentre os 34 entrevistados, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso; o Ministro da Suprema Corte da Argentina, Raúl Zaffaroni; o ensaista e filósofo espanhol autor do tratado “Historia General de Las Drogas”, Antonio Escohotado, o ex-Chefe do Estado Geral Maior do Rio de Janeiro, Jorge da Silva e o criminalista Nilo Batista.
O filme fala sobre a relação entre o homem e as drogas psicoativas; revela a discordância entre a atual classificação das drogas e o conhecimento científico sobre essas substâncias; discute a situação particular da Cannabis (maconha), seu uso industrial e medicinal; levanta fatos relacionados ao surgimento dos projetos proibicionista e aponta para o colapso social que algumas cidades, como o Rio de Janeiro, vivem por causa da violência e da corrupção.
O filme foi produzido, escrito e dirigido pelo jornalista Rodrigo Mac Niven, numa co-produção entre a J.R. Mac Niven Produções e a TVa2 Produções.

Para o diretor, “é preciso instigar os indivíduos a repensarem a sociedade porque ela está em constante mutação. As pessoas desconhecem informações fundamentais que determinam uma política de drogas que interfere diretamente na vida delas, na liberdade delas, na segurança delas. Uma política que ignora princípios e direitos universais de liberdade e soberania. Muita gente está lucrando com isso e quem sofre é a sociedade que não consegue enxergar tamanha é a desinformação”.



Documentário Completo You Tube:




***Documentário no Vimeo: http://vimeo.com/22144223 (Pode fazer Download autorizado pelo autor)

***Neip – Núcleo de estudos interdisciplinares sobre psicoativos: http://www.neip.info/index.php




sábado, 14 de agosto de 2010

MACONHA, PORTA DE SAÍDA?



Marcos Rolim
Jornalista
Link para o texto:
http://rolim.com.br/2006/index.php?option=com_content&task=view&id=775&Itemid=3


A epidemia de crack é um dos fenômenos mais sérios na interface entre saúde pública e segurança. O que a faz particularmente grave é a reconhecida dificuldade de superar a dependência química.

Pois bem, a Universidade Federal de São Paulo realizou pesquisa com 50 dependentes químicos de crack que foram submetidos a um tratamento experimental de redução de danos. Sob a coordenação do psiquiatra Dartiu Xavier, o grupo foi tratado com maconha. Daquele total, 68% trocou o crack pela maconha. Ao final de três anos, todos o que fizeram a troca não usavam mais qualquer droga (nem o crack, nem a maconha). Anotem aí: todos.

Imaginei que, com a divulgação destes resultados por Gilberto Dimenstein, na Folha de São Paulo em 24 de maio, haveria grande interesse sobre o estudo. Nada. A resposta ao mais impressionante resultado de superação da dependência de crack no Brasil foi o silêncio. O uso medicinal da maconha tem sido admitido em dezenas de países, inclusive nos EUA. Por aqui, o tema segue interditado pela irracionalidade. É evidente que o consumo de maconha pode produzir efeitos danosos. Sabe-se que o abuso pode conduzir o usuário a problemas de concentração e memória e que em determinadas pessoas o uso está correlacionado à precipitação de surtos esquizofrênicos. Daí a criminalizar seu consumo e impedir experiências destinadas ao uso medicinal vai uma distância que tende a ser percorrida pela intolerância e pelo obscurantismo.

O psicofarmacologista Eduardo Carlini sustenta que o princípio ativo da maconha pode ser útil no combate à depressão e ao estresse. O mesmo tem sido dito por cientistas quanto ao tratamento do glaucoma, da rigidez muscular causado pela esclerose múltipla, ou como apoio aos pacientes com AIDS, aos que sofrem do mal de Parkinson e aos que se submetem à quimioterapia em casos de câncer. Estudo da USP com pacientes que ingeriram cápsulas de canabidiol, um dos compostos encontrados na erva, demonstrou resultados positivos no tratamento da fobia social e na redução da ansiedade.

As oportunidades abertas por estudos do tipo, entretanto, assim como a necessária pesquisa, estão impugnadas no Brasil por um discurso preconceituoso e por uma legislação ineficiente e estúpida. Seguimos repetindo que a maconha é “a porta de entrada” para o consumo de drogas mais pesadas, o que pode traduzir tão-somente uma “falácia ecológica” (quando se deduz erroneamente a partir de características agregadas de um grupo), vez que o universo de consumidores de maconha é muitas vezes superior ao grupo dos dependentes de drogas pesadas que se iniciaram pela canabbis. Em outras palavras: é possível que a maconha seja mais amplamente uma opção alternativa às drogas pesadas e não uma droga de passagem. Independentemente disto, é possível que a maconha seja uma porta de saída para a dependência química por drogas pesadas. O que, se confirmado, será uma ótima notícia.


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PESQUISAR:

*Para saber sobre redução de danos consultar:
POLÍTICA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA ATENÇÃO INTEGRAL A USUÁRIOS DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS - Brasília 2004.

* PROAD - Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes:

* INFO DROGAS - REDUÇÃO DE DANOS:

* Redução de Danos Wikipédia:

* ABORDA - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE REDUTORAS E REDUTORES DE DANOS:

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